Alta tecnologia

Fábrica de chips toma forma em São Leopoldo e deve ficar pronta em um mês

Sede da parceria com empresa da Coreia do Sul está prevista para ser entregue à HT Micron no dia 23 de outubro

24/09/2013 | 06h01
Fábrica de chips toma forma em São Leopoldo e deve ficar pronta em um mês Bruno Alencastro/Agencia RBS
Na sala limpa (protegida de partículas), o vice-presidente da HT Micron, Ronaldo Aloise Junior, mostra alguns chips dentro do wafer Foto: Bruno Alencastro / Agencia RBS

A sede da empresa HT Micron, que nasceu com a meta de se tornar a maior produtora latino-americana de chips para computador, smarthphone, tablet, ultrabook e pen drive, deve ficar pronta em 30 dias. Parceira no empreendimento, a Unisinos finaliza o prédio, de R$ 55 milhões, situado dentro do campus de São Leopoldo.

A previsão é entregar as chaves do edifício em 23 de outubro, durante o 3º Fórum Brasil-Coreia do Sul. A data é emblemática: a HT Micron é uma associação entre a gaúcha Parit Participações e a sul-coreana Hana Micron. O Rio Grande do Sul venceu quatro Estados na disputa pela empresa.

O vice-presidente da HT Micron, Ronaldo Aloise Junior, diz que a fabricação começará em março de 2014, com o objetivo de fornecer 50 milhões de unidades de chips no primeiro ano. No auge, serão 30 milhões de peças por mês. O Brasil é o quarto mercado mundial em eletroeletrônicos, mas precisa importar componentes, especialmente da Ásia.

– Já investimos R$ 25 milhões e vamos colocar mais R$ 25 milhões nos próximos meses, só em equipamentos de produção – anuncia Aloise Junior.

Como parte dos preparativos para a grande fábrica, a HT Micron já faz o encapsulamento (processo no qual a micropeça recebe as conexões e passa pelos testes que permitirão a montagem em equipamentos eletrônicos) dentro do Parque Tecnológico de São Leopoldo – Tecnosinos. Aloise Junior diz que são feitos 1 milhão de chips para memória para computador, além de outros para telefone, pen drive e cartão de crédito.

Em vídeo, confira uma visita à unidade da HT Micron em São Leopoldo

A nova sede, além da tecnologia de ponta e das máquinas de última geração, será pelo menos 10 vezes maior. As salas limpas – protegidas de partículas, pó, gordura ou umidade, condição para processar os chips – seguem o padrão internacional. São tão assépticas que os técnicos só entram com trajes parecidos com os de astronauta.

A Unisinos alugará o prédio à HT Micron por 10 anos, com opção de compra. O diretor de desenvolvimento e expansão da universidade, Cristiano Richter, aposta na cooperação com a empresa. A Unisinos receberá em torno de 1,5% da receita para investir em pesquisa e desenvolvimento.

– É um projeto que aproxima culturas distintas e trará experiências globais para o Rio Grande do Sul – destaca Richter.

O acordo firmado pelo reitor Marcelo de Aquino já rende. A Unisinos criou o Instituto Tecnológico de Semicondutores (ITT-Chip) e mantém intercâmbio com universidades sul-coreanas. Richter diz que 61 alunos e sete professores foram se especializar no país asiático.

O empreendimento

Funcionará em um prédio de 10 mil metros quadrados, construído no campus da Unisinos, em São Leopoldo. A sede deve ficar pronta em 23 de outubro.

Deve ser a maior fábrica de chip da América Latina.

A fabricação de chip está prevista para começar em março, com projeção de 50 milhões de unidades em 2014.

Em cinco anos, meta é produzir 30 milhões de unidades por mês.

Serão fabricados chips de memória para computador, tablet, smartphone, ultrabook, pen drive e SSD (um tipo de drive de armazenamento de dados).

Desde outubro de 2011, como parte das pré-operações, a HT Micron já produz chip de computador, telefone, cartão de crédito e pen drive no Parque Tecnológico de São Leopoldo – Tecnosinos.

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