Repercussão em Brasília

Carolina Bahia: Planalto monitora greve em Porto Alegre

Ministra Gleisi Hoffmann pediu a Fortunati um relatório da situação do transporte na Capital

Atualizada em 29/01/2014 | 13h3029/01/2014 | 13h08
Carolina Bahia: Planalto monitora greve em Porto Alegre Tanira Lebedeff/
Greve esvaziou terminais e paradas de ônibus da Capital Foto: Tanira Lebedeff

Ainda à frente da Casa Civil, a ministra Gleisi Hoffmann, conversou agora há pouco por telefone com o prefeito José Fortunati a respeito da greve dos rodoviários em Porto Alegre.

Ela pediu ao prefeito um relato detalhado da situação, que será repassado à presidente Dilma Rousseff. O prefeito explicou os detalhes do impasse e, como presidente da Frente Nacional dos Prefeitos, alertou a ministra que o mesmo deverá se repetir em outras capitais, como Rio e São Paulo.

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Nessas duas cidades, a negociação dos salários dos rodoviários ocorre depois de Porto Alegre. A preocupação do governo é que a pressão pelo reajuste salarial vem atrelada ao aumento das tarifas. No início do ano passado, a pedido da União, tanto São Paulo quanto o Rio adiaram o ajuste para o meio do ano. Os aumentos, que chegaram em junho, serviram de combustível para os protestos.

Paralisação

A ameaça de paralisação geral dos rodoviários foi posta em prática: nenhum ônibus circula pelas ruas da Capital desde o início da manhã desta quarta-feira. Em greve desde segunda-feira, os 30% da frota que rodaram até terça-feira foram retirados de circulação. Piquetes formados em frente às empresas impedem que os ônibus circulem.

Reivindicações

A greve foi definida em assembleia da categoria na última quinta-feira. Os rodoviários querem 14% de aumento, reajuste do vale-alimentação de R$ 16 para R$ 20 e manutenção do plano de saúde, sem desconto no salário. Porém, as empresas oferecem 5,56% (reposição integral da inflação no ano, segundo o INPC) e querem coparticipação financeira dos empregados no plano de saúde.

Acompanhe a cobertura sobre a greve*:

* Este espaço é moderado e destinado à troca de informações sobre a situação do transporte coletivo em Porto Alegre. Não serão liberados comentários opinativos nem será incentivado o debate.



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