Greve dos ônibus

Em nota, ATP e Sindicato das Empresas de Ônibus rebatem afirmações de Fortunati

No documento, dizem que as afirmações do prefeito sobre a paralisação ser "combinada" são inverídicas

Atualizada em 28/01/2014 | 17h1128/01/2014 | 16h20

Pouco tempo depois de declarar, em entrevista ao programa Gaúcha Atualidade, na Rádio Gaúcha, que a paralização dos trabalhadores do transporte coletivo, em Porto Alegre, é "combinada", a Associação dos Transportadores de Passageiros de Porto Alegre (ATP) e o Sindicato das Empresas de Ônibus de Porto Alegre publicaram uma nota de repúdio.

No documento, afirmam que os permissionários do serviço público realizaram quatro reuniões de negociação com os trabalhadores, sendo a última há quatro dias.

Veja a nota completa:

NOTA DE REPÚDIO E ESCLARECIMENTO AOS PORTOALEGRENSES

A ATP e SINDICATO DAS EMPRESAS DE ÔNIBUS DE PORTO ALEGRE. Vem a público esclarecer a verdade dos fatos quanto a afirmações inverídicas feitas pelo senhor prefeito José Fortunati.

1) Os permissionários do serviço público realizaram quatro reuniões de negociação com os trabalhadores para construir, no limite da nossa realidade econômica e financeira, uma proposição de reposição com INFLAÇÃO DO PERÍODO usando como indexador o INPC;

2) A última reunião foi realizada no dia 24 de janeiro de 2014 no Ministério Público do Trabalho na qual nossas entidades mantiveram sua proposição aos trabalhadores;

3) Nesse encontro estavam presentes além das entidades já referidas os representantes da Prefeitura e da EPTC;

4) Na oportunidade a ATP e Sindicato das Empresas de Ônibus de Porto Alegre defenderam a manutenção de 100% (cem por cento) da frota de ônibus em circulação nos horários de pico para atender os cidadãos de nossa capital. Portanto, de nossa parte nunca houve ACORDO EM RELAÇÃO AOS 30% de utilização da frota.

5) A proposição dos 30% da frota foi uma iniciativa dos trabalhadores e que NÃO FOI QUESTIONADA pelos representantes da PREFEITURA que administra a CARRIS e EPTC;

6) Nos causa estranheza as afirmações do ex-sindicalista e Prefeito Municipal que o bom seria que tivéssemos piquetes e obstrução das garagens e insinua que o melhor seria um clima de baderna e depredações. Talvez o chefe do Executivo Municipal queira estimular a depredação e miguelitos e não conversação pacífica;

7) A PREFEITURA é o poder concedente e FAZ PARTE SIM da solução do impasse criado e é sua tarefa mediar tal situação em prol de não causar prejuízos aos mais de 530 mil portoalegrenses que ficaram impedidos de exercer o seu direito de ir e vir.

8) O poder concedente não mostrou qualquer preocupação e desde o ano passado tem sido mero assistente dos impasses que surgiram.

9) O que as empresas de ônibus de Porto Alegre estão fazendo é respeitar o direito constitucional garantido aos trabalhadores de exercer a greve de acordo com o a Lei pois do contrário estaríamos incorrendo em prática antisindical. Por outro sim não abdicaremos dos direitos que esta mesma Lei de Greve nos confere;

10) Por último repudiamos as afirmações do Prefeito e PEDIMOS DESCULPAS aos nossos clientes e a toda sociedade por essa situação dramática que todos vivenciamos em nossa cidade.

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A greve


Os usuários de transporte coletivo em Porto Alegre enfrentam, nesta terça-feira, o segundo dia de greve dos rodoviários. O único alento, em relação à segunda-feira, é que a frota reduzida, com 436 coletivos, saiu mais cedo para a rua. Às 7h30min, 30% da dos ônibus estava na rua.

Em entrevista ao programa Gaúcha Atualidade, da Rádio Gaúcha, o prefeito José Fortunati voltou a leventar suspeitas a respeito da mobilização pacífica realizada pelos rodoviários, que "no primeiro dia sequer mobilizaram piquetem em frente às empresas". Devido à falta de negociação entre trabalhadores e empresas de ônibus, a paralisação da categoria deve continuar por tempo indeterminado.



Confira imagens do segundo dia de greve dos rodoviários

Confira a situação do Terminal Triângulo no amanhecer desta terça-feira:

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