Em memória

Colegas de ciclista morta fazem manifestação na UFRGS

Patrícia Silva de Figueiredo era aluna do segundo semestre de pedagogia

Atualizada em 21/03/2014 | 10h0821/03/2014 | 09h08
Colegas de ciclista morta fazem manifestação na UFRGS Tadeu Vilani/Agencia RBS
Colegas e professores se reuniram em frente a Faced em homenagem à Patrícia Foto: Tadeu Vilani / Agencia RBS

Ainda abalados com a morte da colega, estudantes de pedagogia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) realizaram manifestação em frente a Faculdade de Educação (Faced), no campus central. Patrícia Silva Figueiredo era aluna do segundo semestre do curso.

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A sugestão da suspensão das aulas, segundo Helena Dória Lucas de Oliveira, vice-diretora da Faced, partiu da direção em apoio à mobilização realizada pelos alunos, que protagonizaram um minuto de silêncio em homenagem à colega morta:

— Ela era aluna do segundo semestre. Sugerimos a suspensão das aulas. Os alunos que chegaram estão em frente ao prédio, se manifestando sobre a mobilidade urbana e a morte de pedestres. À tarde, iremos no enterro.

Comprometida e inspiradora

Patrícia Silva de Figueiredo, 21 anos, era estudante de pedagogia e foi atingida por um ônibus na manhã de quinta-feira ao cruzar a Avenida Erico Verissimo de bicicleta. Familiares, amigos e colegas de trabalho estavam abalados com a morte de uma pessoa jovem, a quem chamaram repetidas vezes de espontânea, divertida, comprometida e inspiradora.

As circunstâncias do acidente ainda não foram esclarecidas. A Polícia Civil investiga a velocidade do ônibus, que próximo às paradas deve ser de 30 km/h.

— Meus pais estão muito abalados. Não há nada pior do que enterrar um filho. Foi uma morte muito estúpida — desabafa Pablo, 32 anos, um dos cinco irmãos da estudante.

Desde que voltou para Porto Alegre em 2013, após duas passagens pela Bahia, uma dos 11 aos 16 anos, outra dos 18 aos 20, abraçara o ciclismo não apenas como meio de transporte, mas também como causa social e política. Participava das pedaladas do grupo Massa Crítica, incentivava o uso da bicicleta e acreditava na redução da quantidade de carros pelas ruas.

Patrícia trabalhava com crianças entre três e quatro anos e ajudava no desenvolvimento das atividades pedagógicas. Na sua despedida, recebeu de presente dos alunos um cartaz com seu nome e o desenho de uma bicicleta.

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