RBS Brasília

A sórdida relação

Os governistas apostam, agora, no resultado da perícia nas gravações da famosa conversa entre Joesley e Temer e na possibilidade de edição.

19/06/2017 - 03h00min | Atualizada em 19/06/2017 - 03h00min

A ordem no governo Temer é elevar o tom contra o empresário Joesley Batista, fortalecendo a estratégia de desconstruir o delator. Do discurso de parlamentares, passando pela CPMI da JBS, as armas disponíveis ao Planalto serão utilizadas para atacar Joesley ¿sem dó¿, como disse à coluna um dos integrantes da tropa de choque do presidente. Os governistas apostam, agora, no resultado da perícia nas gravações da famosa conversa entre Joesley e Temer e na possibilidade de edição. Em entrevista à revista Época, Joesley reconhece que Lula e o PT institucionalizaram a corrupção, mas aponta Temer como ¿chefe da organização criminosa¿. Não vamos esquecer que até o impeachment, PT e PMDB andavam de braços dados, espalhando operadores em cargos estratégicos na estrutura federal. No fundo, não tem mocinho nessa queda de braço. Para salvar os negócios, o dono da JBS assume seus crimes e detalha o que a Lava-Jato já vem revelando há muito tempo: a existência de uma sórdida relação entre empresários e lideranças políticas.

CORDA...

O secretário da Fazenda do Estado, Giovani Feltes, tem uma nova rodada de reuniões com a equipe da Secretaria Nacional do Tesouro, na tarde de hoje, para tratar do programa de recuperação fiscal. O Ministério da Fazenda continua exigindo contrapartidas.

NO PESCOÇO

Diante da dificuldade de emplacar o plebiscito, uma das ideias do Piratini era limitar as privatizações ao projeto da Sulgás. Aliados do Piratini na Assembleia Legislativa já avisaram que também essa alternativa é politicamente inviável.

LICENÇA

Depois do tratamento contra um câncer, o deputado Giovani Cherini (PR-RS) retornou, na semana passada, a Brasília, quando fecharam os 120 dias da primeira licença. Mas não é a volta definitiva. Ele resolveu voltar a Porto Alegre e ficar mais alguns dias em licença médica:– O problema da Câmara são as distâncias e os ambientes muito fechados.

FAZ DE CONTA

A semana é de tensão em Brasília, com o desenrolar do caso JBS e o STF decidindo se mais um senador será preso, no caso, Aécio Neves (PSDB-MG). Temer, no entanto, mantém a viagem para a Rússia e a Câmara praticamente não vai trabalhar por causa das festas de São João.

Colaborou Silvana Pires

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