A 40ª Expointer será a feira das contas na ponta do lápis. Pode parecer um contrassenso, mas no ano em que o Rio Grande do Sul colheu a maior safra de grãos da história, a renda não acompanhou na mesma proporção. É por isso que os investimentos em máquinas e implementos agrícolas devem ser motivados pela necessidade ou então pela oportunidade.
– O agricultor precisará fazer gestão e verificar como está a situação naquele momento – entende Francisco Schardong, presidente da Comissão de Exposições e Feiras da Federação da Agricultura do Estado (Farsul).
Ninguém arrisca um palpite certeiro sobre os resultados, embora exista a turma dos otimistas – que preveem repetição ou superação do R$ 1,92 bilhão do ano passado – e a dos conservadores, que veem no cenário de desvalorização dos grãos um ingrediente capaz de frear ou pelo menos desacelerar as compras.
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Rústicos em alta
A inscrição dos animais rústicos para a Expointer termina na próxima segunda-feira, dia 14. Entre os demais exemplares, houve redução de 3% em participação – descontadas aves e pássaros que não participam desta edição em medida preventiva, para manter o Estado e o país blindados à influenza aviária.
Para Francisco Schardong, da Farsul, os rústicos "serão o ponto alto" da exposição realizada no parque Assis Brasil, "porque são animais prontos para trabalhar".
Hora de votar
Previsto para ser votado na próxima terça-feira, o projeto de lei 125, que trata da terceirização do serviço de inspeção nas indústrias com fiscalização estadual, não deve ter maiores dificuldades para ser aprovado em plenário. Apesar das críticas ao modelo e à pressa em avaliar o assunto, os opositores parecem estar em menor número na Assembleia Legislativa do que os que são favoráveis à proposta do Executivo.