Luiz Zini Pires

Inter descobre como jogar a Série B na 13ª rodada e longe do Beira-Rio

Guto Ferreira repetiu a escalação e encontrou um time mais competitivo

Por: Luiz Zini Pires
12/07/2017 - 11h16min | Atualizada em 12/07/2017 - 11h19min
Inter descobre como jogar a Série B na 13ª rodada e longe do Beira-Rio Ricardo Duarte / Inter, Divulgação/Inter, Divulgação
Nico López, uma contratação milionária, marcou um belo gol na vitória sobre o Ceará, no Castelão Foto: Ricardo Duarte / Inter, Divulgação / Inter, Divulgação  

Demorou mais de dois meses, ou 13 jogos, mais de 1.180 minutos. As cicatrizes da Segundona estão visíveis na pele colorada, marcadas na tabela de classificação do campeonato. Mas o pior passou, mesmo ainda fora do G-4, o Inter recuperou a autoestima. A confiança, ao que parece, voltou.

O Inter encontrou um naco do seu verdadeiro jogo na noite da segunda terça-feira de julho (11). Foi preciso deixar Porto Alegre. Escalar o Nordeste. Encontrar o Ceará, outro candidato ao grupo dos quatro melhores, em um estádio de Copa do Mundo. 

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Longe da panela de pressão do Beira-Rio, o bom futebol voltou, mesmo em um só tempo. A vitória de 2 a 0 mostrou uma formação competitiva ao crítico torcedor que não acreditava mais no time e o vaiava em casa. 

Guto Ferreira repetiu a equipe que fracassou no Beira-Rio, no empate com o modesto e retrancado Criciúma (1 a 1). no sábado (08). Seguiu a lógica do futebol. Time se ergue com repetições em jogos, em treinos, em escalações, em ideias táticas, ou, neste caso, com Danilo Fernandes; Claudio Winck, Klaus, Víctor Cuesta e Uendel; Rodrigo Dourado, Edenílson, Felipe Gutiérrez e D'Alessandro; Nico López e William Pottker.

O Inter foi intenso durante os primeiros 45 minutos. Dominou o jogo. Atacou pelo centro e pelas laterais e criou uma sequências de chances de gol, acertou o travessão. Marcou forte também. Depois de cinco partidas, seus atacantes, William Pottker e Nico López, fizeram gols. 

Claudio Winck fez um bom jogo. Sua contribuição ofensiva faz bem ao time, mas ainda marca mal. Edenílson consegui unir meio-campo e ataque, mas precisa ter mais atenção na parte defensiva. D'Alessandro ainda não ganhou sistema tático que o ajude a desenvolver todo o seu talento. Dourado e Gutiérrez já se entendem melhor, assim como Klaus e Cuesta. 

Aliás, é preciso investigar as acusações de racismo que pesam sobre a cabeça do zagueiro argentino. O caso é sério. 

O Ceará cresceu no segundo tempo. Partiu em busca do gol, do empate. Encontrou uma defesa adversária bem equilibrada, protegida e com Danilo Fernandes na pequena área. 

O Inter recuou. Mirou o contra-ataque. Só não marcou o terceiro, o quarto e o quinto por falta de habilidade de alguns jogadores.

O caminho do G-4 da Série B está aberto, dois pontos o separam do Vila Nova, quarto colocado. 

No sábado (15), o CRB terá o Estádio rei Pelé ao seu lado contra os gaúchos.

Na terça (18), o Beira-Rio, em noite de Luverdense, poderá se reconciliar com Guto Ferreira, jogadores e a direção. 


Guto Ferreira repetiu o time pela segunda vez e encontrou, finalmente, uma formação competitiva Foto: José Alberto Andrade / Rádio Gaúcha
 
 
 
 
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