Empreendedorismo

Confira como estão as empresas de inovação de Porto Alegre que foram destaque em 2013

Teve quem precisou mudar o modelo de negócio para sobreviver, recebeu investimento estrangeiro e até quem já ultrapassou a marca do primeiro e do segundo milhão

09/02/2017 - 21h39min | Atualizada em 09/02/2017 - 21h39min
Confira como estão as empresas de inovação de Porto Alegre que foram destaque em 2013 Diego Vara/Agencia RBS
Foto: Diego Vara / Agencia RBS  

Três anos atrás, Zero Hora publicou reportagem com o mapeamento das empresas de inovação em Porto Alegre. Em outubro de 2013 (foto), eram 42 startups ativas na Capital, das mais diferentes áreas. Com a ajuda de especialistas, foram escolhidas as 14 mais promissoras. Em comum, o sonho de encontrar a fórmula do sucesso das gigantes do Vale do Silício. 

 Conscientes das dificuldades habituais de abrir negócio em um país com alta carga de impostos, nenhum deles esperava enfrentar dois anos de forte recessão pela frente. Mas quem tem empreendedorismo na veia não desiste. 

Teve quem conseguiu dobrar o tamanho da equipe, precisou mudar o modelo de negócio para sobreviver, recebeu investimento estrangeiro, vendeu sua parte na sociedade e apostou em outras frentes e até quem já ultrapassou a marca do primeiro e do segundo milhão.

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Piggli redirecionou o foco
Quando Felipe Dornelles e Tiago Totti (sentados, ao centro da foto), fundaram a empresa, a Piggli se apresentava como uma plataforma de ¿vaquinha virtual¿, uma maneira divertida de reunir pessoas e transformar as lembrancinhas de aniversário em grandes presentes. A ideia não pegou. Mas a dupla não desistiu. 

Mudaram o negócio para um comparador de preços, fecharam parceria com um grande time de futebol e até receberam investimento de um empresário uruguaio que acreditou na proposta. Agora o foco é outro: trabalham com estratégias para monetizar ambientes e servidores digitais. 

Na casa do milhão
Mesmo com toda a recessão econômica, que atingiu em cheio o setor de óleo e gás, a Arbra continuou crescendo. A empresa, que desenvolve equipamentos para reparo de dutos em operação, buscou parcerias internacionais e agora já tem clientes na Noruega. Em 2016, faturaram R$ 2,3 milhões, conta Leandro de Andadre (na foto, de camisa branca).

Quem também chegou na casa do milhão foi a Global AD, comandada por Felipe Volpato (agachado, no centro da foto). A agência de marketing digital, especializada em performance e análise de dados, atende hoje marcas como Gerdau, Vale e Dufry e fechou o ano passado com receita de R$ 2,8 milhões. Em três anos, o tamanho da equipe pulou de 17 para 30.

 Aline Diparis (de casaco preto ao centro da foto), da Maven, que atua na tecnologia para publicação digital de conteúdo, conta que nesse período a empresa dobrou o número de colaboradores, de seis para 12. E que ainda tem vagas abertas. 

Mudanças de rumo
Teve também quem apostou em novas frentes. Marcelo Rodrigues (agachado, de camisa azul), da Egalitê, plataforma que facilita a inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho, vendeu sua participação na empresa e se tornou sócio em outros negócios. Hoje atua também promovendo empreendedorismo na Amcham. 

TyWilliam Guzemfki (sentado, de óculos), que atuava na Inovadores, startup da área de softwares, foi outro que deixou a sociedade. Agora procura uma nova oportunidade promissora para investir.


 
 
 
 
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