Marta Sfredo

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A coluna online é um pouco diferente da GPS da Economia, de Zero Hora, que também assino. Aqui, cabe tudo. No jornal impresso, o foco é em análise dos temas que determinam a economia (juro, inflação, câmbio, PIB), universo empresarial e investimentos.

Tombo drástico

Ações da JBS perdem quase um terço do valor só nesta segunda

Sem acordo de leniência e com nota de risco rebaixada pela agência Moody's, empresa vê cotação de seus papéis derreter na bolsa

Marta Sfredo

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A queda nas ações da JBS atingiu 31,3% só nesta segunda-feira (22). A erosão no valor das ações começou pela manhã e não parou de se aprofundar. A agência de análise de crédito Moody's rebaixou a nota da empresa de Ba2 para Ba3, um degrau abaixo da avaliação do Brasil. A "maior processadora de proteína animal do mundo" já estava em grau especulativo, na avaliação da Moody's.

A empresa envolvida no escândalo das delações de seus proprietários, Joesley e Wesley Batista, ainda não tem acordo de leniência com o Ministério Público Federal (MPF). Na sexta-feira, expirou o prazo para que aceitasse pagar R$ 11,2 bilhões para normalizar seus contratos com o governo federal. A companhia só aceitou desembolsar R$ 1,4 bilhão, e o acerto foi adiado, com possibilidade de representar pedido de valor ainda maior pelo MPF.

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Esse comportamento é absolutamente atípico para uma empresa do porte da JBS. Variações dessa dimensão até ocorrem, mas para ações com baixíssima liquidez, ou seja, que tem poucos investidores. É tão atípico que os analistas especializados na empresa avisam que não estão disponíveis para avaliar a situação.

Há um ano, os papéis valiam R$ 16. Nesta segunda-feira (22), baixaram para R$ 5,98. O tombo nas ações da JBS ajuda a agravar o desempenho do principal indicador da bolsa, o Ibovespa, que perde quase 2%. O dólar sobe, outra vez pressionado por incertezas sobre a estabilidade do governo.

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