Gangorra política

Quem ganhou e quem perdeu nas eleições no RS e o impacto em 2018

Resultado da disputa municipal tem influência na disputa pelo Palácio Piratini, daqui dois anos

Por: Rosane de Oliveira
31/10/2016 - 09h23min | Atualizada em 31/10/2016 - 09h23min

Encerrado o processo eleitoral, já é possível avaliar quem sobe e quem desce na gangorra da política e como o resultado das urnas impacta na eleição de 2018. 

SOBE

Ana Amélia Lemos (PP) – Embora a senadora não tenha feito campanha para Nelson Marchezan, cruzou o Estado de ponta a ponta trabalhando pelos candidatos do PP. Seu partido elegeu o maior número de prefeitos. A senadora sai fortalecida para disputar a reeleição. 

Eduardo Leite (PSDB) – O prefeito de Pelotas foi um dos grandes vencedores do primeiro turno ao eleger a sucessora, a vice-prefeita Paula Mascarenhas, com 59,86% votos válidos. Leite planeja tirar um ano sabático, estudar gestão pública nos Estados Unidos e disputar uma vaga de deputado federal em 2018, mas poderá se tornar a opção do PSDB para o governo do Estado.

DESCE

José Ivo Sartori (PMDB) – A chance de reeleição, que já era mínima, fica próxima de zero. Na única campanha em que se envolveu, a de Caxias do Sul, Edson Néspolo fez menos votos no segundo turno do que no primeiro. 

José Fortunati (PDT) – A rejeição a seu governo é uma das explicações para a derrota de Sebastião Melo. O resultado pode atrapalhar o projeto do prefeito de disputar uma cadeira no Senado pelo PDT em 2018.

Jairo Jorge (PT) – O prefeito de Canoas manobrou os cordões para eleger Beth Colombo como sua sucessora. Estimulou Beth a trocar o PP pelo PRB. A derrota influencia o futuro de Jairo, antes considerado forte ao Piratini. Não tem clima para o prefeito continuar no PT.

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