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Amiga da socióloga Lícia Peres desde os tempos de militância contra a ditadura, a ex-presidente Dilma Rousseff antecipou o retorno de Lisboa e chegou a tempo de participar da despedida no teatro Glênio Peres, da Câmara de Vereadores. Dilma tinha dito à família que não tinha condições emocionais de falar, mas acabou fazendo uma breve manifestação depois de ouvir o ex-deputado Vieira da Cunha falar da trajetória de Lícia Peres:
– Lícia foi uma grande amiga. Quando os grandes amigos morrem, a gente fica mais sozinho.
Companheiros do PDT e mulheres que, com Lícia fizeram a história do movimento feminista em Porto Alegre, lotaram o teatro que leva o nome do marido dela, o ex-vice-prefeito Glênio Peres, falecido há três décadas. A jornalista Eloá Muniz contou a história da socióloga que se tornou referência na defesa dos direitos humanos e, mais recentemente, por influência do filho Lorenzo, dos direitos dos animais. Parte do texto foi redigido pela própria Lícia, quando constatou que não conseguiria vencer o câncer.
O padre Claudionir Ceron, que fez a encomendação, destacou o trabalho de Lícia em favor da educação e disse que Jesus Cristo foi o primeiro militante da causa dos direitos humanos.