Delatados pela JBS

Onyx usa o marketing do sincericídio, Goergen usa agenda como álibi

Os deputados Onyx Lorenzoni (DEM), Jerônimo Georgen (PP) e Alceu Moreira (PMDB) e o ex-deputado Paulo Ferreira (PT) receberam dinheiro de caixa 2, diz delator da JBS

Por: Rosane de Oliveira
19/05/2017 - 21h48min | Atualizada em 19/05/2017 - 21h48min
Onyx usa o marketing do sincericídio, Goergen usa agenda como álibi Luis Macedo, Alexandra Martins e Zeca Ribeiro / Câmara dos Deputados/Câmara dos Deputados
Foto: Luis Macedo, Alexandra Martins e Zeca Ribeiro / Câmara dos Deputados / Câmara dos Deputados  

Sem ter como negar o recebimento de R$ 100 mil de caixa 2 do grupo JBS, o deputado Onyx Lorenzoni (DEM) optou por fazer o marketing da sinceridade – ou do sincericídio. Confessou que recebeu dinheiro, pediu desculpas aos eleitores e anunciou que vai continuar disputando eleições, porque deseja ser julgado pelas urnas.

Relator do projeto das 10 medidas contra a corrupção, Onyx fez discursos contundentes em favor da criminalização do caixa 2.

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Para contestar a informação de que recebeu R$ 100 mil de caixa 2 do grupo JBS em 12 de setembro de 2014, o deputado Jerônimo Goergen (PP) divulgou a agenda que cumpriu naquele dia: às 9h30min estava em Fortaleza dos Valos, no Alto Jacuí. Passou por Santa Bárbara do Sul, Lagoa dos Três Cantos, Victor Graeff, 15 de Novembro e Ibirubá.

Em 2014, Jerônimo recebeu R$ 850 mil da JBS, via diretório nacional do PP. As doações oficiais da JBS aos deputados federais do PP somaram R$ 3 milhões.

 
 
 
 
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