Depois de uma acirrada disputa com outras cidades, Porto Alegre vai ser a sede do primeiro Centro de Estudos Alemães e Europeus na América Latina. Com apoio financeiro do governo alemão, vai ser inaugurado no primeiro semestre de 2017.
FAÇA A SUA APOSTA
É possível entender pessoas e povos pela forma com que se relacionam com a estatística. Não sofro de complexo de vira-lata, mas imaginemos uma situação bem plausível. Aquela aceleradinha quando o sinal verde fica amarelo.
Um alemão calcularia da seguinte forma: se existe 0,001% de chance de acontecer um acidente, vou fazer de tudo para evitar. Até porque, mesmo se eu chegar do outro lado ileso, é grande o risco de eu levar uma multa.
Já um brasileiro se apegaria aos 99,999% de probabilidade de nada acontecer. Aliás, um brasileiro já cruzou o amarelo centenas de vezes e nunca aconteceu. Toca, que não dá nada. E quando o pior acontece – e acontece – a palavra que mais se ouve é "fatalidade". Não é fatalidade. É um jeito errado de entender os números.
Estranho. Probabilidades bem menores nos atraem pelo outro lado, o da esperança de sermos presenteados pela lei das probabilidades. A Mega Sena é um baita exemplo.
Podemos fazer essa mesma relação para outras tantas situações e nacionalidades. Essa matriz atrasada de pensamento está na raiz de tantos crimes e tragédias.
Acreditamos que podemos ganhar na loteria. Mas duvidamos de que a mesma matemática se aplique a um avião com pouco combustível ou uma casa noturna superlotada. Ou à aplicação indevida de veneno na comida. Ou ao sinal que ficou amarelo. Brincamos com a sorte. Mas, quando ela brinca com a gente, nunca gostamos. E preferimos fazer de conta que não fomos nós que começamos o jogo.
SINAL VERMELHO
A eleição no Inter, marcada para o dia 10, é de risco. Os ânimos estão exaltados e todos os movimentos políticos se encontrarão no pátio do Beira-Rio. A civilidade é um dever. Chega de vexames.
E AGORA?
Para desespero de muitos que apostavam em teorias conspiratórias contra o PT, o povo foi às ruas no final de semana.O peruano Mario Vargas Llosa, Nobel de Literatura, definiu tudo em Porto Alegre, durante uma entrevista no Fronteiras do Pensamento: "A América Latina se levantou contra a corrupção e não contra um ou outro partido político".
TOP
O Tribunal de Contas do Estado é o órgão de controle mais transparente do país. Com 93 pontos no ranking da Estratégia Nacional de Combate à Corrupção e à Lavagem de Dinheiro, ultrapassou o Tribunal de Contas da União.