Wianey Carlet

Tirar Nico López é uma agressão ao princípio de que o melhor deve jogar

Colunista critica opção do técnico Guto Ferreira de sacar o atacante no jogo contra o Santa Cruz

18/06/2017 - 16h46min | Atualizada em 18/06/2017 - 16h53min
Tirar Nico López é uma agressão ao princípio de que o melhor deve jogar Ricardo Duarte/Inter,Divulgação
Foto: Ricardo Duarte / Inter,Divulgação  

Até o jogo de sábado, dizia-se que o Inter ainda não havia assimilado as características da Série B. Exagero. Os primeiros jogos apenas apresentaram adversários retrancados e marcação um pouco mais dura que a habitual. Mas, sábado, contra o Santa Cruz, o Inter experimentou o verdadeiro batismo na Segundona. 

Água fria no vestiário e gramado mais parecendo um potreiro fizeram a verdadeira experiência colorada na Série B. Não significa que o Inter não poderia ter superado estas dificuldades e derrotado o frágil Santa Cruz. Mas, amenina a precária atuação do time de Guto Ferreira. Foi um aviso do que ainda virá pela frente. Vida dura para o Inter, muito dura.

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 Atacantes – Já virou rotina: Nico López no banco de reservas ou sendo substituído durante o jogo. A justificativa de Guto Ferreira é incompreensível. O treinador colorado entende que Nico não é bastante competitivo para disputar a Série B. Mesmo que o atacante seja o vice-goleador do Inter na temporada. A convicção de Guto deprecia o esforço que a direção colorada fez para contratar Nico López. 

Significa que os dirigentes buscaram o reforço errado para o Inter. Ora, está errado o conceito que recomenda a escalação de jogadores brutamontes para disputar a Série B. Nico López não é um atacante grandalhão, mas faz gols. Suas substituições são uma agressão ao princípio mínimo de que deve jogar o melhor.

* ZH Esportes


 
 
 
 
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