Por causa da ocupação

Funcionários do Direito da UFRGS paralisam por cinco dias

Servidores alegam não ter condições de trabalho enquanto estudantes permanecerem acampados no prédio

Atualizada em 27/05/2014 | 15h1027/05/2014 | 12h30
Funcionários do Direito da UFRGS paralisam por cinco dias Mauro Vieira/Agencia RBS
Estudantes instalaram barracas e espalharam colchões pelos corredores do prédio Foto: Mauro Vieira / Agencia RBS

Funcionários da Faculdade de Direito da UFRGS cancelaram atividades entre os dias 26 e 30 de maio devido à ocupação que ocorre há 22 dias no prédio da faculdade. Segundo a assessoria de imprensa da UFRGS, a paralisação não é uma greve - os funcionários estão indo até o local, mas não estão trabalhando.

Os serviços administrativos (biblioteca, atendimento ao público e aos alunos na secretaria da faculdade) não estão sendo realizados. Eventos já marcados não estão sendo afetados.

Em uma nota assinada pelos servidores e divulgada na página da ocupação no Facebook, eles afirmam que "tomamos tal decisão em razão da ocupação desta faculdade e por julgarmos que não temos condições mínimas de trabalho, seja por insegurança, seja por estarmos expostos a toda sorte de constrangimentos". No mesmo texto, os diretores defendem o diretor da faculdade de Direito, Danilo Knijnik. Os servidores também mencionam "cartazes ofensivos" espalhados pelos corredores.

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Para Luciano Victorino, da comissão de comunicação da ocupação, os funcionários estão "tomando as dores dos professores".

— Quanto à segurança, já foi claramente provado que não tem nada de criminoso, e nem cartazes ofensivos. Nunca constrangemos ninguém, o que defendemos é justamente o contrário. Desde quando pisamos lá, nossa intenção foi que tudo continuasse funcionando normalmente, tanto as aulas quanto o trabalho dos funcionários. Todos os dias pela manhã arrumamos os espaços, deixamos as barracas mais para o canto para as pessoas poderem passar — afirma Luciano.

Na semana passada, a UFRGS cancelou o concurso para professor realizado no final do ano passado e que era a principal demanda dos estudantes acampados na universidade. Ainda assim, os estudantes estabeleceram três condições para deixar o prédio: a não criminalização dos alunos que fizeram parte do movimento, a devolução de duas bolsas de extensão para o Centro Acadêmico André da Rocha e uma agenda pública do Salão Nobre da unidade.

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