Asfalto deteriorado

Chuvas deixam vias esburacadas em Porto Alegre

Smov deu início a uma operação tapa-buracos para melhorar o estado de ruas e avenidas

25/07/2014 | 15h59
Chuvas deixam vias esburacadas em Porto Alegre Ronaldo Bernardi/Agencia RBS
Avenida Teresópolis era um dos locais esburacados na manhã desta sexta-feira Foto: Ronaldo Bernardi / Agencia RBS

As chuvas dos últimos dias em Porto Alegre trouxeram de volta à vista dos moradores uma cena comum após intempéries: buraqueira onde antes havia asfalto. O problema aumentou o risco de quedas para quem atravessa os locais afetados e de estragos em veículos que passam sobre os buracos.


Avenida Tramandaí com a Rua Comendador Castro
Foto: Ronaldo Bernardi


Morador do bairro Auxiliadora, o publicitário Paulo Guerra, 43 anos, está chamando a cidade de Buracolândia Alegre. Ele cita a Avenida Protásio Alves como um alvo recorrente dos estragos da chuva, agravados pelas obras do corredor de ônibus do sistema BRT porque veículos pesados estão circulando somente nas pistas laterais.

— Queria saber quantas equipes da Smov (Secretaria Municipal de Obras e Viação) estão trabalhando na operação tapa-buracos, porque eles não dão conta. Quem sabe em vez de fechar bares a prefeitura não fecha buracos? — ironiza, lembrando da recente Operação Sossego, que tem fechado estabelecimentos no bairro Cidade Baixa.

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Na Zona Norte, o morador do Passo D'Areia Vitor Russo lamenta as falhas nas pistas da Avenida Assis Brasil entre o Viaduto Obirici e o Terminal Triângulo. Além de buracos, ele cita os desníveis no asfalto.


Avenida Nilo Peçanha
Foto: Ronaldo Bernardi


Como o tempo agora está seco, a Smov deu início a uma operação tapa-buracos para melhorar o estado das vias. São 12 equipes na operação tapa-buracos e seis de conservação de vias não-pavimentadas em diferentes bairros da capital. A prioridade são os locais com maior circulação de veículos, e os moradores podem avisar sobre problemas por meio do telefone 156.


Rua Barbosa Gonçalves
Foto: Ronaldo Bernardi


Porto Alegre conta com 2,8 mil quilômetros de vias, sendo 1,3 mil quilômetros asfaltados e 600 quilômetros de vias secundárias ou terciárias sem pavimentação. A Smov investe cerca de R$ 20 milhões por ano na conservação de ruas e avenidas.


Rua Dr. Murtinho
Foto: Ronaldo Bernardi


Confira as respostas da Smov a dúvidas sobre o serviço tapa-buracos:

Por que a cada chuva se abrem buracos nas ruas de Porto Alegre?

O acúmulo de água na pista, em conjunto com o trânsito intenso e pesado de veículos e as fissuras existentes no asfalto devido ao desgaste natural do próprio material ao longos dos anos, acelera o processo de desagregação do pavimento, o que causa a abertura dos buracos. Portanto, uma via deve ter boas condições de drenagem e, assim, evitar ao máximo a permanência de água em sua superfície. Além disso, muitas vias antigas não foram projetadas para o aumento significativo de trânsito que se verificou ao longo dos anos, principalmente de veículos pesados, o que provoca o desgaste prematuro do revestimento asfáltico.

Por que a Smov não resolve permanentemente o problema, em vez de tapar buracos isolados com brita?

A operação tapa-buracos busca resolver de maneira rápida e qualificada a situação de buracos em vias da Capital. A solução permanente não existe, pois todo revestimento tem uma vida útil. O que se busca é qualificar e aumentar o tempo de vida útil de determinadas vias com maiores problemas de conservação com os programas específicos de recapeamento e revitalização asfáltica.

O asfalto utilizado na operação tapa-buracos é de pior qualidade do que o utilizado para fazer as ruas? É por isso que logo depois os buracos se abrem de novo na primeira chuva?

Não. O processo de fabricação do CBUQ utilizado tanto nas ruas novas como nas conservações é o mesmo, tendo pequenas diferenças de traço que são adequados a cada tipo de serviço. Os maiores problemas de conservação ocorrem neste período de inverno, pois as condições climáticas locais interferem significativamente, haja visto períodos intensos e prolongados de chuva e os acúmulos de água na via devido a deficiências na drenagem.

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