Foto: Lauro Alves
Outros problemas
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Um aviso ao leitor que não pode ir à praia e lembrou que existe, em Viamão, o Parque de Itapuã - não vale a viagem. Todas as praias estão fechadas para visitação há quase dois meses.
O santuário natural da Região Metrolitana deve reabrir em um mês - às vésperas do início do verão.
O fechamento ocorre por problemas no processo de contratação relacionados aos funcionários que fazem a segurança do parque. De acordo com Márcia Correa, diretora do Departamento de Florestas e Áreas Protegidas (Defap), um órgão da Secretária Estadual do Meio Ambiente (SEMA), a empresa contratada para fazer a vigilância patrimonial vinha demonstrando dificuldade no pagamento dos 68 funcionários que atuavam no cargo. Os recursos do Estado, ela garante, eram repassados em dia.
- Estava tudo funcionando direito e a empresa faliu - diz a diretora.
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A solução foi romper o contrato com a Montecastelo Vigilância e correr para preparar um edital de contratação emergencial. Segundo Márcia, o edital deve sair na semana que vem e vai valer por um período de nove meses. A partir da publicação, em 20 dias os servidores devem estar trabalhando no parque.
- Deve reabrir em até um mês - diz a diretora.
Para atenuar o problema, há uma força-tarefa formada por servidores para permitir que o parque, que foi palco de batalhas da Revolução Farroupilha, possa ser aberto ao menos nos finais de semana - o que deve acontecer no dia 15.
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A história de problemas de Itapuã não é nova: em dezembro do ano passado a empresa que fazia a manutenção do parque não renovou o contrato com o Estado. O resultado foi um novo contrato emergencial e dois meses sem a conservação sistemática da área de 5.566 hectares. Em 2008 e 2009, problemas parecidos deixaram o parque sem manutenção também.
É ruim ficar repetindo a palavra problema, mas acontece que o substantivo não consegue se descolar do parque. Aqui vão mais dois: a Praia da Pedreira, com capacidade para 350 pessoas, está fechada desde setembro do ano passado por falta de água potável. Como se descobriu que o poço artesiano de onde a água era extraída estava impróprio para consumo, decidiu-se fazer um novo. A execução está a cargo da Corsan e deve ficar pronto até o final do ano, o que vai permitir que a praia seja reaberta para o público, conforme a diretora da Defap.
A Praia de Fora é o outro problema: não é possível precisar há quanto tempo está fechada, porque ela foi aberta poucas vezes desde a inauguração do parque. O motivo? Falta de energia elétrica. A ideia era que ela fosse uma praia para eventos de sustentabilidade, por isso a fonte de abastecimento seria a energia eólica. O equipamento, que tem uma tecnologia defasada, não está funcionando:
- Conseguimos fazer a restauração da energia usando um gerador. É essa energia que faz com que o esgoto seja tratado e que possibilitaria o uso da praia. A intenção é que também seja reaberta no final do ano.