Segurança pública

"É o dia que mais teve policiamento", diz funcionário de loja no centro da Capital 

Durante paralisação, clima foi de tranquilidade na região central na tarde desta quinta. Relatos de arrastões foram desmentidos pela polícia 

Por: Jéssica Rebeca Weber
04/08/2016 - 18h00min
"É o dia que mais teve policiamento", diz funcionário de loja no centro da Capital  Mateus Bruxel/Agencia RBS
Foto: Mateus Bruxel / Agencia RBS

Os relatos de arrastões no centro da Capital no meio da tarde desta quinta-feira não foram confirmados pela Brigada Militar e nem pela Polícia Civil. De acordo com os batalhões e delegacias que operam na região central, o único chamado registrado aconteceu por volta das 14h no entorno do Mercado Público, mas uma viatura da BM foi até o local e não confirmou o fato.

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O comércio funcionou normalmente nos bairros Cidade Baixa e Centro no fim da tarde. A maioria das lojas mantiveram as portas abertas e o clima era aparentemente tranquilo. A reportagem de ZH avistou uma viatura da Brigada Militar na Rua Parobé por volta das 17h.

— Para mim está normal. Não tem diferença. Até porque está sempre ruim — disse um comerciante que já viu seu armazém ser assaltado quatro vezes no bairro Cidade Baixa.

Na Rua Doutor Flores, algumas lojas estão fechando antes do horário convencional, que é por volta das 19h. A gerente Monique Silva diz que o Centro está "diferente, mais vazio, e que está com medo".

Por volta das 17h30min, foram vistos uma viatura da BM e policiais a cavalo passando pela Avenida Voluntários da Pátria. 

— Hoje disseram que não ia ter policiamento, mas é o dia que mais teve — diz o fiscal de loja Rosalino Marques, 63 anos, na Voluntários.

A tranquilidade na região central de Porto Alegre pode ser um reflexo das ações do comando da Brigada Militar para enfrentar a paralisação desta quinta. A BM realizou uma manobra nos horários e na mudança na organização das trocas de turno que permitiram um acréscimo de 35% em relação aos dias normais.

*Zero Hora

 
 
 
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