Dia Nacional do Estudante

Estudantes e professores protestam contra governo e censura em escolas

Grupo seguiu de forma pacífica até o Palácio Piratini

Por: Bárbara Müller
11/08/2016 - 15h13min | Atualizada em 12/08/2016 - 08h40min

No Dia Nacional do Estudante, alunos e professores dos ensinos Básico, Técnico e Superior de Porto Alegre foram às ruas. O ato desta quinta-feira teve como objetivo protestar contra o governador José Ivo Sartori e o presidente interino Michel Temer, além de contestar os projetos de lei Escola Sem Partido e Lei da Mordaça. O grupo também reivindicou o passe livre nos ônibus.

O grupo se reuniu no Colégio Estadual Júlio de Castilhos e iniciou a caminhada por volta das 11h pela Avenida João Pessoa, no sentido bairro-centro. Os manifestantes seguiram até a frente do Palácio Piratini, passando pela Redenção e pelo Campus Centro da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

Grupo iniciou caminhada na Avenida João Pessoa e seguiu até o Palácio Piratini Foto: Bárbara Müller / Agência RBS

— Na escola pública falta tudo, então hoje não é um dia de comemoração. É um dia de pressão nos governos, um dia de luta — comenta o estudante Daniel de Oliveira, 16 anos, que faz parte do Coletivo Vamos à Luta e do Comitê das Escolas Independentes.

Em conjunto com o Comitê das Escolas Independentes, a manifestação foi organizada por movimentos como União a Juventude Rebelião (UJR), União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES), União da Juventude Comunista (UJC), Fora da Ordem, Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU), entre outros. O Centro dos Professores Estauais (CPERS) também marcou presença.

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— Os estudantes mostraram muito mais do que a gente poderia ver dentro de uma escola pública. Estar com eles, hoje, é mostrar que também queremos uma educação de qualidade, a moralização da educação — destaca Rejane Almeida, professora de Filosofia do Colégio Estadual Florinda Tubino Sampaio.

Aos gritos de "Fora Temer" e "Ô, ô, Sartori, mãos de tesoura, cade o salário da minha professora?", o grupo percorreu o trajeto pacificamente e, entre uma buzinada e outra, ganhava apoio dos motoristas. Os bloqueios momentâneos, inicialmente, foram feitos por alguns estudantes, que corriam mais à frente da caminhada a fim de parar o trânsito para o grupo passar. A Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) só acompanhou a passeata — fazendo as intervenções necessárias — quando ela chegou à Avenida Senador Salgado Filho.

Segundo a EPTC, no início da manhã, os agentes acompanharam outro ato de alunos da Escola Técnica Estadual Parobé, que percorreram a Avenida Loureiro da Silva até a Borges de Medeiros. O órgão não tinha conhecimento das manifestações e informou que não houve um comunicado formal sobre a realização dos atos. 

 
 
 
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