Normas mais rígidas

Prefeitura de Porto Alegre aprova regras para venda de sushi e sashimi

Normas visam manter a qualidade dos produtos diante do crescente número de estabelecimentos de venda e do alto risco sanitário dos alimentos consumidos sem passar por cocção

24/08/2016 - 13h43min | Atualizada em 24/08/2016 - 14h36min
Prefeitura de Porto Alegre aprova regras para venda de sushi e sashimi Yaah/Divulgação
Cerca de 200 restaurantes e tele-entregas de Porto Alegre são especializados na culinária japonesa Foto: Yaah / Divulgação

Os cerca de 200 restaurantes e tele-entregas de Porto Alegre que têm sushi e sashimi como seus pratos principais devem agora cumprir exigências mínimas para continuar em operação. As novas regras, criadas pela Secretaria Municipal de Saúde, estão relacionadas a processos de conservação, tempo de consumo e exposição dos produtos e foram publicadas no Diário Oficial quarta-feira.

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Conforme a norma, pescados capturados em alto mar devem ser congelados em alguma das etapas de produção industrial, pescados criados em cativeiro devem ser resfriados, e o arroz temperado devem ter pH menor ou igual a 4,5 e ser consumido até 24 horas após o seu preparo. Além disso, a portaria estipula a temperatura de manutenção dos produtos, sejam eles manipulados ou não, e também define regras para a exposição dos alimentos prontos, frios ou quentes.

A iniciativa, conforme a prefeitura, parte do crescente número de estabelecimentos especializados em culinária japonesa na Capital e o elevado risco de sanitário de alimentos que são consumidos sem passar por cocção. De acordo com a médica-veterinária Paula Rivas, da Equipe de Vigilância de Alimentos, as orientações sobre o preparo e a conservação dos produtos crus já fazem parte dos trabalhos realizados pelo setor desde 2013.

— Nossos trabalhos tinham um caráter mais orientativo. Agora, conseguimos reunir estudos e informações junto a UFRGS e por meio de pesquisas na legislação de outros países para criarmos uma regra municipal, já que não existe em nível estadual ou federal. A diferença é que podemos cobrar a segurança dos alimentos com mais embasamento e o apoio da lei, que nos permite aplicar medidas de punição, se necessário — afirma a médica-veterinária.

Funcionários de restaurantes que comercializam sushi e sashimi poderão participar de um curso com a equipe de Vigilância de Alimentos da Coordenadoria Geral de Vigilância (CGVS) em 22 de setembro. Conforme a Secretaria de Saúde, são oferecidas 50 vagas. A capacitação será realizada no auditório da CGVS (Avenida Padre Cacique, 372/2º andar, das 14h às 17h30min).

 
 
 
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