Porto Alegre

Prefeitura descarta recursos antes de 2018 para retomar projeto de revitalização do Dilúvio

Organizado por UFRGS e PUCRS, projeto está parado desde 2012 por falta de R$ 2 milhões

22/08/2016 - 18h47min
Prefeitura descarta recursos antes de 2018 para retomar projeto de revitalização do Dilúvio Tadeu Vilani/Agencia RBS
Foto: Tadeu Vilani / Agencia RBS

Parado desde dezembro de 2012, o mais ambicioso projeto de revitalização do Arroio Dilúvio vai permanecer exatamente como está, no mínimo, até 2018. É o que afirma a prefeitura de Porto Alegre. O projeto foi gestado em parceria com UFRGS, PUCRS e prefeitura de Viamão. As informações são da Rádio Gaúcha.

Leia mais:
Barreira ecológica no Dilúvio deve evitar que lixo flutuante chegue ao Guaíba
Mais de 10 pontos da margem do arroio viram casa para moradores de rua
Balanço chama atenção às margens do Arroio Dilúvio

O anteprojeto para a recuperação do Dilúvio está concluído desde dezembro de 2012. O grupo de trabalho - formado pelas universidades e prefeituras - deveria ter continuado, mas parou por falta de R$ 2 milhões para iniciar o projeto básico. A etapa seguinte - do projeto executivo - foi estimado à época em mais de R$ 500 milhões.

Principal agente financeiro do grupo de trabalho, a prefeitura de Porto Alegre descarta tirar dos cofres públicos R$ 2 milhões. Se algo puder ser feito, ficará para 2018, explica o secretário municipal de Governança, Cezar Busatto.

— Para o ano que vem, com certeza não. O orçamento será de extrema contenção. Estamos com receitas sem perspectiva de crescimento e despesas aumentando. Mas há a expectativa da economia do país retomar. Não descartamos a hipótese de conseguir incluir algo para o orçamento de 2018 — diz Busatto.

O projeto conjunto para revitalizar o Dilúvio começou em maio de 2011, a partir da visita de uma comitiva governamental à Coreia do Sul. Nas universidades, o trabalho é considerado suspenso.

Apesar da paralisação do projeto, a prefeitura de Porto Alegre não considera que houve abandono do arroio. Iniciativas isoladas prosseguem. A pedido da Rádio Gaúcha, em 2013 o Departamento Municipal de Água e Esgotos (Dmae) apresentou um balanço do déficit de redes de esgoto na bacia do Dilúvio, que chegava a 210 quilômetros.

Passados estes anos, a bacia ganhou apenas quatro quilômetros de novas redes, num investimento de R$ 3,2 milhões. O déficit oficial foi atualizado para 274,2 quilômetros, a partir da elaboração do Plano Municipal de Saneamento Básico, apresentado no final do ano que vem.

Segundo a assessoria do Dmae, o ritmo foi mais lento nos últimos anos devido à prioridade dada para o Programa Integrado Socioambiental. Em março deste ano, começaram obras no Sistema de Esgotamento Sanitário Ponta da Cadeia, que inclui o Dilúvio, e possui 28 quilômetros de extensão.

O Dmae informa ainda que existem projetos prontos para a instalação de mais 18,8 km de redes, no valor de R$ 11,2 milhões, mas ainda sem previsão de início.

 
 
 
Zero Hora No jornal Zero Hora você encontra as últimas notícias sobre esportes, economia, política, moda, cultura, colunistas e mais.