Tradicionalismo

Acampamento Farroupilha termina com recorde de público

Aproximadamente 1,3 milhão de visitantes passaram pelo Parque da Harmonia durante o evento

Por: Eduardo Rosa
20/09/2016 - 20h43min | Atualizada em 20/09/2016 - 21h43min
Acampamento Farroupilha termina com recorde de público Carlos Macedo/Agencia RBS
Acampamento teve 100 mil visitantes a mais do que em 2015 Foto: Carlos Macedo / Agencia RBS

Ensolarado e com temperatura agradável, o 20 de setembro confirmou o caráter democrático do Acampamento Farroupilha. No último dia do evento, o Parque Maurício Sirotsky Sobrinho recebeu gente de todas as idades e classes sociais. Passaram por lá os que vestem pilcha e os que usam jeans, quem toma chimarrão e quem prefere cerveja, os que cultuam as tradições e os que estavam só a passeio.

Em um ano de crise financeira, esta edição alcançou o recorde de público. Passaram pelo Harmonia aproximadamente 1,3 milhão de visitantes. Isso significa 100 mil a mais do que em 2015 e 300 mil além de 2014.

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— Na crise se cresce, se acha alternativas. Oferecemos à população momentos de lazer, de reverenciar a sua identidade regional gratuitamente. Convivem na santa paz várias gerações, não interessa o tipo de camada social, todos são bem recebidos — afirma o presidente do Movimento Tradicionalista Gaúcho (MTG), Nairioli Antunes Callegaro.

Quem aproveitou a tarde com termômetros marcando em torno de 20°C foram o chefe de cozinha Marcelo Pacheco, 47 anos, e o policial militar Roberto Taborda, 60 anos. Concunhados, levaram a família para saborear costela à sombra da área de churrasqueiras.

— Não somos de piquete, então preferimos vir para esse espaço. É bom, tranquilo e tem segurança. Seria melhor se também tivesse uma cobertura — conta Pacheco, que além da churrasqueira de tonel, levou cadeiras de praia.

— Aqui, podemos trazer a nossa própria bebida, não precisamos comprar em piquete — acrescenta Taborda.

Roberto Taborda (E) e Marcelo Pacheco aproveitaram espaço para um churrasco Foto: Carlos Macedo / Agencia RBS

Presença recorrente nos acampamentos, Ubiratan Sott da Silva, 32 anos, chegou de Ivoti pela manhã para prestigiar o desfile e, depois, foi assar o churrasco no Harmonia na companhia dos pais, da mulher e de uma amiga.

— Aqui, o melhor é a integração. Quando não tem churrasqueira para todo mundo, é só conversar que se consegue um espaço para colocar os espetos — conta o soldador, que aprecia as tradições e anda pilchado no dia a dia.

Ubiratan Sott da Silva (E) veio de Ivoti Foto: Carlos Macedo / Agencia RBS

As estudantes de Biomedicina Ana Basso e Jessye Ferraz, ambas de 19 anos, foram passar a tarde de céu limpo no Acampamento, como haviam feito em outras edições. Já os pequenos Guilherme, seis anos, e Juliana, um ano, estrearam ao lado dos pais Noisete, 40 anos, e Ricardo Luz, 34 anos.

— Trouxemos eles para que conheçam a tradição. Espero que sigam — torce Ricardo.

Fundador do piquete Querência do Peão, há 19 anos, Fabiano Maestri percebe o crescimento do público no local.

— É um efeito corrente. Fundei o piquete com meu pai, um tio e um amigo. Ano a ano, vem mais gente para cá. Durante a semana, passam umas 150 pessoas. Nos fins de semana, cresce mais ainda — diz o motorista de 42 anos.

Para os postulantes à prefeitura e à Câmara Municipal, o feriado também foi dia de buscar votos. Tanto os que usam pilcha quanto os que preferem camiseta polo passaram por piquetes, cumprimentaram visitantes e distribuíram panfletos. 

Confira fotos do último dia de Acampamento

 
 
 
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