Violência urbana

"Achamos que eram fogos de artifício", diz testemunha de execução no Salgado Filho

No momento dos disparos, torcedores aguardavam pela chegada do novo técnico gremista, Renato Portaluppi, no Terminal 2, onde ocorreu o crime

Por: Zero Hora
19/09/2016 - 12h48min | Atualizada em 19/09/2016 - 15h50min
"Achamos que eram fogos de artifício", diz testemunha de execução no Salgado Filho Félix Zucco/Agencia RBS
Foto: Félix Zucco / Agencia RBS

Marcada para a manhã desta segunda-feira, a chegada do novo técnico gremista Renato Portaluppi a Porto Alegre confundiu pessoas que estavam no local no momento em que ocorreu a execução de Marlon Roldão Soares, assassinado a tiros no saguão do Terminal 2 do Aeroporto Salgado Filho por volta das 11h. Cerca de 30 torcedores aguardavam pelo treinador, que não chegou a passar pelo saguão de desembarque.

— Achamos que eram fogos de artifício por causa da chegada do Renato — relatou um passageiro, ao relatar o momento em que foram ouvidos os estampidos.

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Conforme testemunhas, o atirador teria disparado mais de 10 vezes contra a vítima, que estava acompanhada de outras quatro pessoas — entre elas um homem que se identificou como seu pai. 

À espera do novo técnico, o torcedor gremista João Camargo, 23 anos, levou alguns segundos tempo para assimilar o barulho a tiros.

— Achei que era balão estourando. Quando vi os taxistas correndo e vi que era tiro, já fui me abaixando, fui para trás do carro — lembra.

Recém chegada do Acre, a enfermeira Selma Paiva estava acompanhada do marido quando ouviu os disparos — que inicialmente também confundiu com fogos. Ao ver pessoas correndo, o casal deixou as malas para trás e se escondeu atrás de pilares.

— Tinha mães com criança no braço, gente de se jogando no chão. Quando cessou o barulho é que percebemos que um adolescente tinha sido assassinado. Foi um terror. Não esperávamos, aqui no aeroporto, uma coisa dessas — conta.

O repórter fotográfico Fernando Gomes, da Zero Hora, estava no aeroporto no momento da execução. Ele aguardava a chegada de Renato Portaluppi, anunciado como novo técnico do Grêmio, quando teve início a confusão.

— Ouvi vários tiros, até achei que era foguete. Olhei para o lado e estava todo mundo correndo, apavorado — contou.

A área do Terminal 2 onde ocorreu o crime foi isolada para o trabalho da perícia. O autor dos disparos fugiu do local em um carro, que foi abandonado nas proximidades. Segundo o delegado Gabriel Bicca, a polícia já identificou os dois homens suspeitos da execução. Ninguém foi preso. 


 
 
 
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