Danificação

Vândalos destroem símbolo da paz em Porto Alegre

Monumento ao Batalhão Suez teve peças arrancadas e foi pichado durante madrugada de sexta

14/10/2016 - 14h20min | Atualizada em 14/10/2016 - 15h49min
Vândalos destroem símbolo da paz em Porto Alegre Renato Dornelles/DG
Foi usada uma tinta vermelha  Foto: Renato Dornelles / DG

Ex-integrantes do Exército Brasileiro que fizeram parte das Forças de Paz da ONU no conflito entre Israel e países árabes (de 1957 a 1967), no Batalhão Suez, foram surpreendidos, nesta sexta-feira, pela ação de vândalos. 

O monumento que os homenageia, patrocinado por eles mesmos, na Praça dos Açorianos, no Centro de Porto Alegre, foi parcialmente destruído e ainda pichado com tinta vermelha. 

Dois dos veteranos passaram mal quando souberam do vandalismo e tiveram de receber atendimento médico.

— Foi um vandalismo sem tamanho. Durante cinco anos, juntamos dinheiro até arrecadarmos R$ 15 mil para conseguirmos esse monumento. Hoje, somos homens com mais de 80 anos e não merecíamos passar por isso. Nem sei o que falar — disse o presidente da Associação Brasileira de Integrantes do Batalhão Suez-RS, Alfredo Marcelino dos Santos Filho.

Além de sujarem o monumento com a tinta vermelha, os vândalos arrancaram e levaram um globo de aço inoxidável que representa o mundo, e um capacete azul, que simboliza as forças de paz da ONU.

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A associação registrou ocorrência na 1ª Delegacia de Polícia. Testemunhas disseram terem visto cerca de cinco homens praticando a ação, durante a madrugada. 

SAIBA MAIS

O Batalhão de Suez, também chamado de Boinas Azuis, foi formado por 20 contingentes do Exército Brasileiro enviados ao Oriente Médio como parte das Forças de Paz da ONU no conflito entre o Estado de Israel, o Egito e seus vizinhos árabes, no período de 1957 a 1967. 

Cerca de 6 mil homens participaram, em revezamento, do Batalhão Suez. O retorno definitivo das forças ao Brasil ocorreu em 13 de junho de 1967, após a Guerra dos Seis Dias.

Em 1988, a Força de Emergência das Nações Unidas (UNEF) recebeu o Prêmio Nobel da Paz pela ação.

 
 
 
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