Acidente

Morador de rua que recebeu ajuda de PMs morre atropelado no centro de Porto Alegre

Acidente ocorreu na Rua Fernando Machado, após a esquina com a Rua Espírito Santo

Por: Zero Hora e Rádio Gaúcha
13/02/2017 - 17h24min | Atualizada em 13/02/2017 - 19h25min
Morador de rua que recebeu ajuda de PMs morre atropelado no centro de Porto Alegre reprodução/
Fernando Machado foi bloqueada após o acidente Foto: reprodução  

Um morador de rua morreu após ser atropelado no Centro Histórico, em Porto Alegre, na tarde desta segunda-feira. Identificado como Silvio Guaraci Soares Rocha, 56 anos, ele era conhecido como Alegrete por moradores da região e como Sargento pelos policiais da 2ª Companhia do 9º Batalhão de Polícia Militar (BPM) — dessa forma que ele chamava os integrantes do regimento. O morador de rua foi tema de reportagens, no ano passado, quando recebeu ajuda dos brigadianos: teve a barba feita, cabelo e unhas cortados, além de receber banho, roupas novas, café e até um bolo de aniversário.

O acidente ocorreu na Rua Fernando Machado, após a esquina com a Rua Espírito Santo. De acordo com informações preliminares da Brigada Militar, o homem estaria deitado na rua, e o motorista de um Peugeot estacionado no local não teria notado sua presença ao tirar o veículo da vaga. Não está confirmado se ele estava deitado sob o Peugeot ou entre dois carros.

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Foi de Fernando Maciel, ex-comandante da companhia, a ideia de ajudar o morador de rua em 2016. O oficial destaca que recebeu a notícia "com muita lástima".

— Era uma pessoa muito boa e era amigo de todo mundo. Vão ficar as lembranças boas do que a gente pôde fazer por ele enquanto vivo — diz Maciel, que foi transferido para o 21º BPM, na Restinga, há meio ano.

A morte de Silvio também gerou mobilização no grupo formado por moradores do Centro Histórico no Facebook.

— Comigo e com as pessoas que conheço, ele sempre foi muito brincalhão. Gostava de cachorros e sempre pedia para darmos o nosso a ele. Tinha melodias irreconhecíveis, assoviava o dia todo. Tinha também gritos já conhecidos por todos como: "meu grande amor", "eu não tenho medo da morte". Ele tinha problemas com álcool e assumia isso. Inclusive, quando pedia dinheiro, falava que era pra sua cachacinha — conta o advogado Tiago da Cunha, 35 anos.

Devido ao acidente, o trânsito ficou bloqueado na Fernando Machado no fim da tarde. Equipes da EPTC, da Brigada Militar e da perícia foram ao local para atendimento da ocorrência.

Foto: Brigada Militar / Divulgação

* Rádio Gaúcha

 
 
 
 
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