Contra novas diretrizes

Professores fazem protesto no centro de Porto Alegre, e Procon suspende atendimento

Conforme diretora executiva do órgão, o grande fluxo de pessoas impedia que o público tivesse acesso ao local

23/02/2017 - 20h28min | Atualizada em 23/02/2017 - 20h28min
Professores fazem protesto no centro de Porto Alegre, e Procon suspende atendimento PC Flores/Comunicação PMPA
Foto: PC Flores / Comunicação PMPA  

Professores da rede municipal de Porto Alegre fizeram um novo protesto no Centro Histórico nesta quinta-feira. A manifestação, em frente à Secretaria Municipal de Educação (Smed), foi motivada pelas novas diretrizes para a organização da rotina diária das escolas, anunciadas nesta semana.

Em função do ato, o Procon municipal, que fica no mesmo prédio, suspendeu o atendimento ao público. Conforme Sophia Martini, diretora executiva do órgão, o grande fluxo de pessoas que participavam da manifestação impedia que o público tivesse acesso ao local. E a presença de um carro de som, segundo a gestora, comprometia o atendimento presencial, que depende do contato telefônico com as empresas para resolver o problema do consumidor:

— Tentamos retomar as atividades depois, mas não conseguimos.

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O atendimento foi suspenso às 10h30min, retomado às 11h30min e interrompido novamente às 14h30min. A princípio, o trabalho deverá ser retomado normalmente nesta sexta-feira — caso ocorra nova manifestação e o público não possa ser atendido, a diretora executiva recomenda que se use o site e o aplicativo Procon Porto Alegre. Por telefone, também é possível receber uma orientação para posterior atendimento presencial ou pela internet.

O protesto começou por volta das 8h e, conforme a Associação dos Trabalhadores em Educação do Município de Porto Alegre (Atempa), havia uma reunião marcada entre a categoria e o secretário de Educação — informação que a Smed não confirma. Como o encontro não ocorreu, os manifestantes resolveram ler em voz alta uma carta que com o posicionamento a respeito das novas regras.

O grupo se dispersou por volta de 15h e se dirigiu ao auditório do Cpers/Sindicato, onde foi realizada uma plenária para discutir questões relacionadas às mudanças. A intenção do encontro é reunir professores e representantes de escolas para construir um relato único que mostre o motivo pelo qual não é possível determinar novas regras sem levar em consideração as particularidades estruturais e pedagógicas de cada escola e esclarecer para a sociedade as consequências dessas mudanças. 

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