Centro Histórico

Protesto contra o reajuste da tarifa de ônibus acaba em confusão em Porto Alegre

Dois manifestantes foram detidos pela Guarda Municipal por pichação e responderão a um termo circunstanciado

06/04/2017 - 19h51min | Atualizada em 06/04/2017 - 21h19min
Protesto contra o reajuste da tarifa de ônibus acaba em confusão em Porto Alegre Marina Pagno/Rádio Gaúcha
Parte do grupo fez pichações no chão e colou cartazes em frente à escadaria do prédio da prefeitura Foto: Marina Pagno / Rádio Gaúcha  

Um protesto contra o aumento da passagem de ônibus terminou em confusão e com dois manifestantes detidos nesta quinta-feira, no Centro Histórico, em Porto Alegre. O ato convocado pelo Bloco de Luta pelo Transporte Público reuniu aproximadamente 50 pessoas em frente ao Paço Municipal entre o fim da tarde e a noite. As informações são da Rádio Gaúcha

Leia mais:
Prefeitura tem 72 horas para se manifestar sobre ação do PSOL 
Com aumento da passagem de ônibus, integração do Trensurb vai a R$ 5,18
Marchezan assina decreto que eleva passagem de ônibus para R$ 4,05

Diante da sede do Executivo, os manifestantes gritaram palavras de ordem contra o reajuste da tarifa — de R$ 3,75 para R$ 4,05 — e o prefeito Nelson Marchezan. Parte do grupo fez pichações no chão e colou cartazes em frente à escadaria do prédio. Uma catraca de ônibus foi queimada no local.

A confusão começou por volta das 19h30min, quando o grupo decidiu tomar a Avenida Borges de Medeiros, entre a prefeitura e o Mercado Público. Guardas municipais que acompanhavam o protesto abordaram uma jovem de 23 anos que estava pichando uma faixa de segurança. Houve gritaria, e os guardas utilizaram escudos, spray de pimenta e cassetetes para conter manifestantes.

A confusão começou quando o grupo decidiu tomar a Avenida Borges de Medeiros, entre a prefeitura e o Mercado Público Foto: Marina Pagno

Após a ação, um homem de 32 anos e uma mulher de 23 foram detidos e encaminhados ao Palácio da Polícia, onde prestam depoimento. Para a Rádio Gaúcha, a jovem detida relatou que os guardas agiram de forma truculenta.

— Fui derrubada por três caras enormes. Eles me bateram com o escudo nas costas. Não me machuquei, mas estou com dores no ombro — disse.

A Guarda Municipal afirmou que a abordagem aos manifestantes foi permitida após o grupo começar a pichar o patrimônio público.

— Esperei o momento mais propício para fazer a abordagem, menos conflituoso. Enquanto a manifestação estava pacífica, não agimos. Aí, eles começaram a pichar — contou Marcelo Nascimento, supervisor da Ronda Ostensiva Municipal.

Os dois manifestantes detidos vão responder a um termo circunstanciado.



 
 
 
 
Zero Hora No jornal Zero Hora você encontra as últimas notícias sobre esportes, economia, política, moda, cultura, colunistas e mais.