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Sem pagamento, empresa terceirizada da Fasc paralisa atividades em abrigos 

Serviço foi interrompido na última terça-feira, dia 18. Empresa está há três meses sem receber repasses da prefeitura

19/04/2017 - 11h50min | Atualizada em 21/04/2017 - 15h03min
Sem pagamento, empresa terceirizada da Fasc paralisa atividades em abrigos  Adriana Franciosi/Agencia RBS
Foto: Adriana Franciosi / Agencia RBS  

A empresa F A Recursos Humanos (F A RH) paralisou na terça-feira as atividades de serviços de cozinha nos abrigos municipais para adultos em situação de rua da Fundação de Assistência Social (Fasc) por conta de um atraso de três meses no repasse dos vencimentos do contrato. Desde então, funcionários estatutários da Fasc passaram a realizar o serviço de preparo de alimentos.

De acordo com o diretor da F A RH, Fernando Zanella, a empresa de recursos humanos está sem receber os vencimentos contratuais desde janeiro deste ano. Segundo Zanella, o contrato com a Fasc terminou no dia 18 de março, mas as atividades nos abrigos foram mantidas por mais 30 dias após o encerramento.

— Estamos sem receber os repasses do serviços já realizados em 2017. Na quarta-feira da semana passada, a Fasc solicitou que mantivéssemos o serviço porque eles iriam realizar o pagamento imediatamente. Como isso não foi feito, resolvemos recolher o pessoal.

Além disso, Zanella afirma que a prorrogação do contrato teria sido garantida pela Fasc, e por isso o serviço foi mantido após o término do contrato, iniciado em novembro de 2012.

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A FA RH tem 43 funcionários trabalhando em abrigos da Fasc, que administra três abrigos que recebem diariamente cerca de 300 pessoas para pernoites, com janta e café da manhã incluídos, e a Casa de Convivência, que recebe 35 pessoas ao longo do dia. Segundo o técnico social da Fasc e diretor de comunicação do Sindicato dos Municipários de Porto Alegre (Simpa), Ivan Martins, oito empresas terceirizadas da Fasc estão sem receber repasses municipais desde o mês de novembro, quando a prefeitura congelou os repasses.

Segundo Martins, funcionários estatutários da Fasc do Centro Pop 2, localizado no Centro Histórico e que também oferece atendimento diurno a pessoas em situação de rua, paralisaram totalmente as atividades em solidariedade aos funcionários terceirizados.

Em nota, a Fasc afirmou que "a empresa precisa encaminhar documentação para que seja liberado o pagamento. Os recursos estão disponíveis, mas só podem ser liberados após a entrega da documentação exigida por lei. A Fasc está buscando medidas alternativas para minimizar os efeitos da paralisação até que a mesma resolva suas pendências administrativas".

Atualização: Na noite de quinta-feira a Fasc entrou em contato com a redação de Zero Hora para esclarecer que realizou o pagamento dos valores referentes ao mês de janeiro à empresa F A RH na quarta-feira, dia 19, e que a empresa prestadora de serviços retomaria as atividades a partir da quinta-feira, dia 20. Até às 15h desta sexta-feira, Zero Hora não havia conseguido contato com a F A RH para confirmar a informação.


 
 
 
 
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