Marcas do governo

7 medidas que explicam os primeiros meses da gestão Marchezan

Ações do prefeito ajudam a revelar a tendência para a administração

30/06/2017 - 17h25min | Atualizada em 30/06/2017 - 18h45min

Da ampliação do uso de aplicativos digitais na gestão da cidade à mudança de perfil da Guarda Municipal, veja sete pontos que marcam o primeiro meio ano do governo de Nelson Marchezan na prefeitura de Porto Alegre.

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Foco em aplicativos digitais

Foto: Cristine Rochol / PMPA

O município vem apostando na oferta de aplicativos digitais como recurso de gestão e oferta de serviços. O #EuFaçoPOA, lançado em março, fornece informações sobre serviços como saúde — e reúne voluntários — e tem outras utilidades. Uma delas é a chamada Detetive Cidadão — que permite conferir se um veículo é furtado ou roubado pela consulta da placa e comunicar as autoridades. Outro app, o Capester, permite flagrar e reportar irregularidades no trânsito. O infrator recebe uma carta de advertência da EPTC.

Trabalho voluntário na saúde

Foto: Mateus Bruxel / Agencia RBS

A prefeitura abriu inscrições para profissionais de saúde atuarem como voluntários em unidades do município. A iniciativa gerou críticas de entidades como o movimento OcupaSUS RS, que reúne trabalhadores do setor. Em nota, o órgão considerou que a nova política transfere a saúde pública para "entidades privadas e pessoas físicas". O município argumenta que a intenção não é substituir funcionários, mas reforçar o atendimento e a participação social. O município também ampliou o funcionamento de dois postos de saúde das 18h para as 22h — a promessa de campanha é chegar a oito.

Radares da EPTC sempre visíveis

Foto: Lauro Alves / Agencia RBS

A nova orientação na EPTC é para que os fiscais de trânsito deixem cada radar móvel o mais visível possível — podendo, em alguns casos, até ficar sobre a pista com cones ao redor. Segundo a empresa, é uma medida destinada a aumentar a transparência da fiscalização e evitar alegações de "armadilhas". O município também mudou a relação com serviços de transporte como Uber e Cabify — que chegavam a ser solicitados apenas para apreensão dos veículos na gestão anterior. Agora, mesmo sob críticas de taxistas, têm respaldo da prefeitura.

Mudança na rotina das escolas

Foto: Jocimar Farina / Agência RBS

Em busca de um melhor desempenho, a prefeitura criou polêmica com o magistério ao mudar a rotina dos colégios — com alteração no horário de início das aulas, na duração dos períodos e obrigatoriedade de os professores lecionarem cinco dias por semana, em vez de quatro. O objetivo da mudança é aumentar em 30% o tempo em que o aluno fica com seu professor de referência. Até maio, apenas 11 das 53 escolas haviam implementado as mudanças, mas, conforme a Secretaria Municipal da Educação, agora todas estão integradas à nova rotina. Na quinta-feira, foi anunciada a nomeação de 250 novos professores e monitores.

Sem verbas para festas populares

Foto: Camila Domingues / Especial

Com dificuldades financeiras, o município adotou uma série de medidas de contenção de gastos. Entre elas, cortou o financiamento a festas e eventos culturais como Carnaval, Navegantes ou Semana Farroupilha. A política de Marchezan é auxiliar a busca por parceiros privados e patrocinadores que ajudem a custear esses eventos, em vez do poder público.

— Todos esses eventos terão o apoio da prefeitura para atrair investimentos privados. Isso gera mais renda e emprego — afirmou Marchezan em janeiro.

Gestão com auxílio privado

Uma das primeiras medidas da administração foi firmar uma parceria sem custos com a organização civil Comunitas para um programa de consultoria de gestão que levou à definição de metas a serem atingidas em cada área da administração, à redefinição das secretarias municipais e à formação de um banco de talentos para nomeações. O acordo com a Comunitas, que contava com participação da consultoria Falconi e era financiado pela iniciativa privada, foi suspenso por uma liminar da Justiça Estadual em maio. Na terça-feira, um decreto normatizou parcerias entre a prefeitura e organizações civis sem fins lucrativos com a expectativa de melhorar a oferta de serviços.

Guarda mais voltada à segurança pública

Foto: Divulgação / PMPA

A Guarda Municipal se concentrava na vigilância de áreas próprias da prefeitura. Agora, a corporação participa de ações integradas com Brigada Militar, Polícia Civil e EPTC. Há representantes da Guarda no centro estadual de monitoramento, e o centro municipal também atua com foco em segurança pública.

— Estamos trabalhando ainda na integração das guardas municipais, que deve passar pela Câmara para ser formalizada — afirma o secretário de Segurança, Kleber Senisse.

Hoje, a chamada guarda "centralizada" tem 482 servidores, mas DMLU, Demhab e Dmae têm guardas próprias. Todas juntas chegam a 793 agentes. O município sustenta que houve redução de 22% no furto e roubo de carros segurados no primeiro semestre.

 
 
 
 
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