Problemas

Nove hospitais têm emergências com atendimento restrito na Região Metropolitana de Porto Alegre

Situação atinge principalmente hospitais que atendem pelo SUS. Em Porto Alegre, orientação é que pacientes procurem postos de saúde

20/06/2017 - 11h13min | Atualizada em 20/06/2017 - 12h32min
Nove hospitais têm emergências com atendimento restrito na Região Metropolitana de Porto Alegre Lucas Abati/Agencia RBS
Foto: Lucas Abati / Agencia RBS  

Em mais um dia com temperaturas baixas no Estado, os hospitais das cidades da região Metropolitana voltam a registrar grande procura de pacientes. Pelo menos nove hospitais estão com as emergências superlotadas — quatro em Porto Alegre. Dos hospitais verificados, apenas o Dom Vicente Scherer, não atende pelo SUS.

Assim como na segunda-feira (19), a situação mais grave foi verificada no Hospital de Clínicas, na Capital. A instituição voltou a restringir o atendimento apenas para casos com risco de morte. A emergência, com suporte para 41 leitos, está atendendo aproximadamente 98 pacientes adultos. Já o setor pediátrico, com capacidade de nove vagas, recebe 14 pacientes.

OHospital Conceição, que possui 64 vagas, atende 85 pacientes. No Hospital São Lucas da PUCRS, a emergência adulta opera com o dobro da capacidade: 26 pacientes para 13 vagas. Na emergência pediátrica, são 9 pacientes para 8 leitos. As instituições também operam com restrição.

O protocolo também é seguido no Hospital Santa Clara, do Complexo da Santa Casa, onde  há 29 pacientes para 24 leitos. Apesar de lotado, o setor infantil está aberto. A estimativa de atendimento para casos menos graves, conforme avaliado na triagem, é a partir das 16h.  Também no Complexo da Santa Casa, o Hospital Dom Vicente Scherer, que atende apenas convênios e particulares, também está com a emergência superlotada.

E com quatro vezes mais pacientes do que a capacidade, o Hospital Materno Infantil Presidente Vargas está com o atendimento suspenso. Segundo a instituição, o funcionamento será retomado após as 21 crianças que estão no local serem atendidas.

Em Porto Alegre, o Hospital Vila Nova será alternativa para apoio

Os 33 leitos para tratamento de média complexidade  inaugurados na última segunda-feira (19) no hospital Vila Nova ajudarão serão uma alternativa no para o atendimento de pacientes na Capital. Apesar de ser administrado pelo hospital, o setor é destinado ao SUS e serve como retaguarda para a demanda das unidades de Pronto Atendimento. Os leitos são permanentes, porém, o paciente não poderá ter permanência superior a dez dias no local. No total, a obra, que teve início em outubro de 2016, custou R$ 1, 6 milhão.

A prefeitura também recomenda que pacientes com casos menos graves procurem as unidades de Saúde Modelo e São Carlos, que estão com horário de atendimento ampliado até às 22h. Conforme a assessoria de imprensa da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), o secretário Erno Harzheim vai se reunir na tarde de hoje com representantes das instituições para discutir alternativas para reduzir a lotação nas emergências.

Na Região Metropolitana, problemas se repetem

Nas demais cidades da Região Metropolitana, a situação mais grave é a do Hospital de Pronto Socorro de Canoas. O setor está superlotado, mas ainda não foi fechado. O local possui capacidade para atender 33 pessoas e hoje está com 75 pacientes. A UTI também está lotada.

Em Gravataí, o hospital Dom João Becker trabalha com o dobro da capacidade na emergência; 24 pacientes para 12 leitos. O panorama é semelhante no hospital Getúlio Vargas, em Sapucaia do Sul. A emergência está com todos os 10 leitos ocupados. A recomendação é que os pacientes com enfermidades de baixa gravidade procurem os postos de Saúde e a UPA do município.

Em São Leopoldo, no Vale do Sinos, a emergência do Hospital Centenário ainda recebe pacientes, mas está perto do limite. São 51 pessoas para 32 vagas. A restrição é acionada a partir do 54º paciente.

Superlotação também atinge maternidades

A restrição também atinge maternidades em Porto Alegre e no Vale do Sinos. Na capital, o hospital Fêmina está com a UTI Neonatal superlotada e recebe  apenas pacientes graves. No Vale do Sinos, a maternidade do hospital Centenário ainda recebe pacientes, mas está quase atingindo a capacidade máxima, com 18 bebês para 21 leitos. É a alternativa para as mães do município de Novo Hamburgo, onde o hospital municipal segue com atendimento restrito a gestantes devido a superlotação da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal e do Centro obstétrico desde domingo (18).

 
 
 
 
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