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Rei momo de Porto Alegre até 2015, Fábio Verçoza morre aos 52 anos

Ele foi encontrado morto nesta quinta-feira em sua residência, na Capital

Por: Zero Hora
29/06/2017 - 20h15min | Atualizada em 30/06/2017 - 11h43min
Rei momo de Porto Alegre até 2015, Fábio Verçoza morre aos 52 anos Mauro Vieira/Agencia RBS
Foto: Mauro Vieira / Agencia RBS  

Rei momo de Porto Alegre até 2015, Fábio Verçoza morreu aos 52 anos, vítima de um infarto, conforme informações iniciais da família. Ele foi encontrado morto por volta das 18h45min desta quinta-feira (29) em sua residência, na Capital. O velório ocorrerá a partir das 8h, desta sexta-feira (30), na capela 6 do cemitério da Santa Casa. O enterro está marcado para às 15h.

Figura conhecida no Carnaval de Porto Alegre, Verçoza atuou nas comemorações por 10 anos. Sua história como rei momo começou em 1998, mas, em 2001, teve uma pausa para que ele concluísse o curso de Direito. Não aguentou muito tempo longe do posto e retornou em 2009. A coroa foi entregue definitivamente em 2015.

Filho de uma dona de casa e um professor, cursou Direito, Ciências e Arquitetura. Trabalhou como professor e assessor de gabinete da Secretaria Municipal de Cultura (SMC) de Porto Alegre. Uma das principais mudanças que conquistou foi que o peso deixasse de ser exigência na hora de escolher o anfitrião do Carnaval.

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— Para ser Rei Momo é preciso nascer com esse espírito. Minha trajetória foi marcada pelo amor pelo Carnaval. Dei um passo de cada vez para crescer e aprender junto com essa grande folia — disse ele em entrevista ao Diário Gaúcho, no ano em que se despediu da folia.

O ex-secretário de Cultura da Capital de 2005 a 2012 e atual coordenador do Livro e Literatura da pasta, Sergius Gonzaga, teve Fábio como seu chefe de gabinete durante os anos de 2006 e 2008.

– Fiquei surpreso e muito triste, porque ele era uma pessoa de excepcional alegria. Estava sempre muito disposto, tinha uma energia incrível para a vida e para o Carnaval. Foi um dos melhores rei momos que tivemos aqui. Muita gente só conhecia o trabalho dele no Carnaval. Ele era também uma pessoa extremamente educada, delicada e culta – contou Gonzaga.

 
 
 
 
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