Transporte público

Em impasse com Carris, ATP anuncia suspensão de linhas de ônibus em Porto Alegre

Quatro rotas, que estão sendo mantidas por consórcios privados, devem deixar de circular em Porto Alegre nos próximos dias caso a companhia pública não assuma os trechos 

10/07/2017 - 11h55min | Atualizada em 10/07/2017 - 16h50min
Em impasse com Carris, ATP anuncia suspensão de linhas de ônibus em Porto Alegre Felipe Martini/Agencia RBS
Foto: Felipe Martini / Agencia RBS  

A Associação dos Transportadores de Passageiros (ATP) de Porto Alegre anunciou, nesta segunda-feira (10), que vai suspender quatro linhas de ônibus. A razão seria o desequilíbrio de custos entre as empresas privadas e a Carris.

A ATP alega que a companhia pública não está realizando toda a rodagem prevista pela EPTC, conforme determinado no edital de licitação. "Dessa forma, as demais empresas estão operando além do contratado e recebendo menos", justifica o diretor-executivo Gustavo Simionovschi.

A reportagem da Rádio Gaúcha aguarda o posicionamento da Carris, que ainda não se manifestou sobre o assunto.

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Segundo a entidade, de fevereiro a maio deste ano, a Carris percorreu 500 mil quilômetros a menos do que o estipulado pelo órgão gestor.

—Não resta outra alternativa aos consórcios senão suspender a realização das linhas nas quais a companhia pública deveria estar operando — afirma Simionovschi.

As linhas afetadas são: 620 Iguatemi/Vila Jardim, 264 Prado, 256 Intendente Azevedo e 349 São Caetano. De acordo com a assessoria da ATP, a suspensão não será imediata. A data do cancelamento será anunciada pela associação ainda nesta semana.

O dirigente explica que, em função do déficit de rodagem, o percentual de receita que a Carris tem direito está diferente do custo, quando deveria ser equivalente. Para corrigir essas diferenças, existe uma câmara de compensação tarifária na capital gaúcha. 

— Como temos uma tarifa única em Porto Alegre, mas os custos de operação são diferentes, é preciso que exista uma compensação. Nesse sentido é estabelecido quanto cada empresa tem que rodar e quanto tem que receber — observa.

 
 
 
 
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