Transporte coletivo

Em seis meses, EPTC registra 5,6 mil reclamações por descumprimento de horários de ônibus

No mesmo período do ano passado, o órgão recebeu 4.130 queixas

12/07/2017 - 18h34min | Atualizada em 12/07/2017 - 18h37min
Em seis meses, EPTC registra 5,6 mil reclamações por descumprimento de horários de ônibus Felipe Martini/Agencia RBS
Foto: Felipe Martini / Agencia RBS  

Cresceu o número de queixas sobre o descumprimento de horários nas linhas de ônibus de Porto Alegre. Nos primeiros seis meses deste ano, a Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) registrou 11.781 reclamações sobre o transporte coletivo na Capital, sendo 5.617 referentes ao descumprimento da tabela de viagens.

No mesmo período de 2016, as queixas totais chegaram a 11.008, sendo 4.130 por problemas nos horários. Só até junho deste ano, o telefone 156 da prefeitura contabilizou 1.487 denúncias a mais de passageiros que ficaram nos pontos de ônibus da Capital por um tempo maior do que o previsto.

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De acordo com o diretor-presidente da EPTC, Marcelo Soletti, o número de autuações por descumprimento da tabela horária foi grande nos últimos meses.

— Isso deve mudar quando tivermos o GPS nos ônibus — garante, ao observar que todas as viagens que não são feitas precisam ser justificadas pelas empresas ao órgão.

Nesta semana, a Associação de Transportadores de Passageiros (ATP) anunciou que deixaria de operar quatro linhas de ônibus como compensação de gastos. A entidade argumenta que a Carris, que pertence ao governo municipal, está com um custo operacional menor que os consórcios privados por rodar menos quilometragem.

A ATP alega que a Carris deixou de circular 500 mil quilômetros entre janeiro a maio, diminuindo seu custo e gerando uma receita maior do que as demais — o que não é permitido pela licitação.

— A cada 12 meses após o processo tarifário, é feito ajustes de compensação. Às vezes, é a Carris a credora. Às vezes, as empresas A ou B. Desta vez, foi a Carris que ficou devendo para as empresas privadas e estamos avaliando como será essa compensação — observa Soletti.

De acordo com o diretor-presidente da EPTC, a Carris pode optar por repasse semanal de valores aos consórcios privados ou por parte da participação no mercado ou rodar quilômetros para as empresas.

— A ATP sugere que a Carris assuma quatro linhas, mas tudo está sendo avaliado pela EPTC, pela ATP e pela Carris. E uma decisão deve sair nos próximos dias — garante.

Mesmo com essa situação, Soletti afirma que os usuários não serão prejudicados.

— A população pode ficar bem tranquila: não terá desatendimento, não vai ter encerramento de linha e as tabelas serão mantidas — diz.

 
 
 
 
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