Chamas

Incêndio atinge casa no bairro Azenha, em Porto Alegre

Três caminhões dos bombeiros combateram as chamas, que começaram por volta de 16h30min em uma residência

01/07/2017 - 16h48min | Atualizada em 01/07/2017 - 18h07min
Incêndio atinge casa no bairro Azenha, em Porto Alegre Anderson Fetter / Agência RBS/Agência RBS
Foto: Anderson Fetter / Agência RBS / Agência RBS  

Um incêndio atingiu, por volta das 16h30min deste sábado (1º), uma casa no bairro Azenha, em Porto Alegre. O fogo, que havia se iniciado minutos antes, atingiu uma residência na rua Professor Freitas e Castro, em uma comunidade humilde conhecida como Cabo Rocha. As chamas foram controladas cerca de 30 minutos depois, com o uso de três caminhões dos bombeiros.

Moradores relataram que três crianças pequenas, incluindo gêmeos, dormiam sozinhas na casa quando fogo começou — duas teriam desmaiado. Quando perceberam a fumaça, entraram na casa e retiraram as crianças. Todas foram levadas para o Hospital de Pronto Socorro (HPS), segundo testemunhas.

- Os moradores entraram e conseguiram salvar eles - conta Sônia Regina da Cruz dos Santos, que se identificou como tia das crianças. 

Segunda ela, os gêmeos têm entre 2 e 3 anos. O mais velho estaria com 7.

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A comunidade fica em torno de um tortuoso corredor, uma ruela que não comporta a largura de um carro, com casas aglomeradas pelos dois lados, com extensões e puxadinhos para os fundos. Do caminhão dos bombeiros, que ficou estacionado na rua Professor Freitas e Castro, eram necessários 60 passos para chegar ao local do sinistro. Os bombeiros conectaram cinco lances de mangueira, cada um deles com 15 metros, totalizando 75 metros.

O incêndio começou em um quarto que fica no fundo da casa, onde os bombeiros conseguiram combater as chamas com mais tranquilidade. Mas o piso de madeira facilitou o alastramento das labaredas ao andar superior. Na parte de cima, o trabalho foi mais complexo. Foi preciso andar sobre o telhado da parte inferior da residência, o que dificultou a atuação dos bombeiros. As telhas eram finas e, mais de uma vez, os socorristas sofreram risco de queda. 

- Em tese, foi um incêndio pequeno, mas que ficou complicado por causa do difícil acesso do local - explicou o capitão Vinícius Lang, do 1º Batalhão de Bombeiros de Porto Alegre.

Jorrando água por duas janelas, os profissionais controlaram o fogo e evitaram que outras casas fossem atingidas, o que poderia gerar um dano de grande proporção devido ao acúmulo de moradias contíguas.  

Durante a ocorrência, a Brigada Militar foi chamada a prestar apoio. Houve atrito com alguns moradores quando policiais pediram que se afastassem do local do incêndio e liberassem o corredor. Ocorreram sucessivas alegações de que homens da comunidade estavam ajudando desde o princípio, o que causou bate-boca e acirramento de ânimos. Um policial chegou a sacar a arma, mas, depois, os ânimos serenaram. 



 
 
 
 
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