Diversidade

Parada de Luta LGBT reúne milhares na Redenção em defesa da liberdade de gênero

Evento em Porto Alegre teve shows de drag queens e transformistas em trio elétrico e pronunciamento de grupos sociais, lembrando o Dia Mundial do Orgulho LGBT 

Por: Bárbara Müller
02/07/2017 - 20h04min | Atualizada em 02/07/2017 - 20h20min
Parada de Luta LGBT reúne milhares na Redenção em defesa da liberdade de gênero André Ávila/Agencia RBS
Foto: André Ávila / Agencia RBS  

O domingo foi marcado pela diversidade no Parque da Redenção, em Porto Alegre. Com muito glitter e as tradicionais bandeiras nas cores do arco-íris, o movimento LGBT – formado por lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais – e seus simpatizantes reuniram-se em alusão ao Dia Mundial do Orgulho LGBT, comemorado na última quarta-feira (28).

Com os temas Fora Temer e em defesa da diversidade e do estado laico, a Parada de Luta LGBT é mais do que uma festa: é um momento, também, de cobrar mais atenção do governo às causas levantadas por eles.

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– Queremos a liberdade e o direito de ser quem nós somos. Estamos cobrando a punição de estabelecimentos por agressões contra homossexuais. E também a saída de Temer, que quer retirar os direitos dos trabalhadores – explica Roberto Seitenfus, um dos organizadores do evento, destacando que o movimento não é de direita ou de esquerda mas, sim, pluripartidário.

Uma roda de debate próximo ao espelho d'água deu início a uma tarde colorida e animada. Shows de drag queens, transformistas e MC's, pronunciamento de grupos sociais e palavras de ordem como "seja homem ou mulher, eu vou beijar quem eu quiser" e "fora Temer" agitaram milhares de pessoas. Segundo a organização do evento, após as apresentações, a multidão sairia em caminhada rumo ao bairro Cidade Baixa, dando continuidade à festa no Espaço 900.

Usando uma peruca verde-limão, um vestido em tons de rosa e plumas coloridas em volta do pescoço, o cabeleireiro Paulo Eduardo Bittencourt marca presença todos os anos nas duas paradas – nesta e na Parada Livre, que acontece no mês de novembro. Ele vem de Viamão com o namorado e os amigos:

– É um momento único, sem preconceito, para se divertir. Acho até que duas vezes por ano é pouco, deveria ter mais para conscientizar as pessoas.

Enrolado na bandeira do movimento LGTB e com um mini arco-íris pintado em cada bochecha, Diogo Brião, 20 anos, questiona:

– Estamos em 2017 e ainda precisamos de uma parada para conscientizar as pessoas? Por que que o amor entre duas pessoas do mesmo sexo é considerado feio?

Com os cabelos tingidos em tons de roxo e azul e uma tiara de unicório, a moradora de Gravataí Shaiane Demétrio acredita que a Parada de Luta LGBT "é o momento em que a gente vê a representatividade de verdade":

– Eu me sinto representada aqui. É uma forma de mostrar que todas as formas de amor são aceitas, sem distinção de gênero ou forma física.

 
 
 
 
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