Após uma semana

Bloqueio de rua e garagem isolada: ainda há marcas do temporal em Porto Alegre

Nos bairros Petrópolis e Floresta, porto-alegrenses destacam que prejuízos seriam evitados se a prefeitura realizasse a poda solicitada

Por: Jéssica Rebeca Weber
20/10/2015 - 17h24min | Atualizada em 20/10/2015 - 20h12min

Já se passou quase uma semana do temporal que causou transtornos em vários bairros da Capital, e ainda há muita gente aguardando que a solicitação de remoção de árvores se concretize. Na Rua Caçapava, bairro Petrópolis, a queda de galhos na calçada e dentro do pátio de um prédio impede que os veículos sejam tirados da garagem — um dos carros foi atingido. De acordo com os moradores, trata-se de um transtorno premeditado e alarmado às autoridades.

— A gente entende que tenham casos piores, mas é uma situação que podia ter sido prevenida — destaca o músico Leonardo Boff, 39 anos. — Essa árvore já estava ameaçando a cair há mais de um mês, quando quebraram uns galhos grandes. Eu liguei várias vezes para o 156.

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O síndico do prédio ao lado do de Leonardo, Édson Vieira, 68 anos, conta que ele e mais cinco moradores pedem a poda das árvores da rua há dois anos. A última reunião na Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Smam) ocorreu na semana passada.

— Eles disseram que estavam sem mão de obra para fazer — conta o aposentado.

No bairro Floresta, há um caso ainda mais preocupante. Durante o vendaval, pelo menos duas árvores tombaram — uma delas caiu sobre dois sobrados na Rua Paraíba. A primeira foi cortada por uma equipe a serviço da prefeitura, e a outra segue escorada nas residências. Na árvore ao lado, há galhos quebrados, prestes a cair.

Uma das prejudicadas foi a lojista Rosilene da Silva, 44 anos. Ela destaca que os moradores pediram a poda das árvores inúmeras vezes e conta que se machucou ao tentar remover os galhos que caíram sobre a sua casa.

— Cadê a prefeitura para podar, vão esperar alguém morrer?

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Com a árvore presa apenas por parte das raízes ao solo, os moradores bloquearam a rua, alegando que a movimentação de veículos pesados pode forçar a árvore contra o imóvel, aumentando os prejuízos.

Ortalina Santana da Silva, aposentada, 71 anos, conta que havia até mesmo caminhão sendo conduzido sobre a calçada para desviar das barricadas feitas com galhos. Para Wagner Lisboa de Souza, 28 anos, vidraceiro, a remoção da árvore está demorando muito.

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— Deviam dar mais atenção, ainda mais que é uma rua com bastante empresa — salienta.

A Smam afirma que trabalha desde sábado na remoção de árvore na Rua Paraíba e que, conforme os técnicos, não há mais riscos no local. A pasta informou ainda que o trabalho será concluído até, no máximo, esta quarta-feira à tarde.

No final da tarde desta terça-feira, uma equipe da Smam foi ao prédio na Rua Caçapava  para fazer o corte, mas os galhos foram deixados no local e a garagem segue inacessível.

Ainda de acordo com a secretaria, os pedidos de poda devem ser feitos pelo fone 156. Eles passam por análise e são atendidos de acordo com a urgência.

Árvore caiu sobre sobrados na Rua Paraíba, no bairro Floresta
Foto: Jéssica Rebeca Weber/ Agência RBS

 
 
 
 
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