Raio X

Praças da zona leste de Porto Alegre têm cenários pouco convidativos

No terceiro dia da série de reportagens, ZH vai aos bairros Jardim do Salso, Protásio Alves e Chácara das Pedras 

Por: Jéssica Rebeca Weber e Bárbara Müller
22/12/2016 - 22h04min | Atualizada em 29/12/2016 - 13h40min
Praças da zona leste de Porto Alegre têm cenários pouco convidativos Bárbara Müller/Agência RBS
Praça dos Cataventos, no bairro Jardim do Salso Foto: Bárbara Müller / Agência RBS  

As praças são opções de lazer que Porto Alegre oferece a quem não vai à praia neste verão. O passeio pode não ser muito agradável se esses espaços não estiverem em condições adequadas de uso. No terceiro dia da série de reportagens, ZH Pelas Ruas mostra a situação de três locais sugeridos por leitores na zona leste da Capital.

Entre as ruas Professor Abílio Azambuja e São Mateus, no bairro Jardim do Salso, a Praça dos Cataventos é tomada pelo abandono. Com vegetação alta e muito lixo espalhado pelo chão, o local não é convidativo aos moradores da região. Resto de cadeira, além de balanços e brinquedos quebrados compõem um cenário que coloca crianças e adultos em risco. Segundo a prefeitura, a comunidade entrou em contato com o Departamento Municipal de Limpeza Urbana (DMLU), e a demanda está programada para este mês.

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Se vista de longe, a Praça Arquiteto Edgar Albuquerque Graeff, entre as avenidas Rachel Wolfrid e Nilo Ruschel, no bairro Protásio Alves, parece estar em boas condições. Mas basta se aproximar para perceber a tinta dos brinquedos descascando e a falta de uma tábua de madeira no escorregador. A capina está em dia, mas há lixo espalhados pelo chão. De acordo com o DMLU, o serviço está sendo executado e deve ser concluído nesta semana.

No bairro Chácara das Pedras, a grama alta da Praça Lima Duarte (entre as vias Teixeira Mendes e José Gertum) esconde pequenos papéis e embalagens que foram deixados por lá. Um escorregador desnivelado e balanços com correntes entrelaçadas não deixam as crianças brincarem no local, e a capina está por fazer. Segundo o DMLU, o serviço de limpeza foi concluído em 16 de novembro. Conforme a aposentada Lair Lúcia Mocelini, 73 anos, que mora na região há quatro décadas, a situação já foi bem pior:

— Não faz muito tempo que eles (DMLU) estiveram aqui limpando, mas está sempre em péssimo estado. O ideal seria que a manutenção fosse mais seguida. Os brinquedos não têm manutenção.

A responsável pela conservação do mobiliário e das árvores é a Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Smam). O DMLU faz a limpeza e a capina das praças.


 
 
 
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