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Zero Hora avalia situação de praças nos bairros Independência, Auxiliadora e Petrópolis

Série de reportagens mostrou as condições de áreas de lazer sugeridas por leitores

Por: Jéssica Rebeca Weber e Bárbara Müller
23/12/2016 - 15h56min | Atualizada em 29/12/2016 - 13h37min
Zero Hora avalia situação de praças nos bairros Independência, Auxiliadora e Petrópolis Jéssica Rebeca Weber/Agência RBS
O Largo Doutor Adair Figueiredo pode ser considerado um bom exemplo de conservação  Foto: Jéssica Rebeca Weber / Agência RBS  

Nos últimos dias, o ZH Pelas Ruas percorreu doze bairros de Porto Alegre para checar a situação de praças sugeridas por leitores. Independência, Auxiliadora e Petrópolis fecham o itinerário realizado pela reportagem.

Dessa vez, pelo menos uma das praças visitadas pode ser considerada um bom exemplo: o Largo Doutor Adair Figueiredo, localizado na Rua Vicente da Fontoura, no bairro Petrópolis.

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O espaço foi revitalizado em abril de 2015 por meio de uma contrapartida compensatória pela Cia. Zaffari. Desenvolvido pela Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Smam), o projeto foi executado pela empresa Torke Engenharia Ltda. Depois das obras, tornou-se bastante frequentado, e muitas vezes os moradores se envolvem na limpeza, de acordo com relatos de usuários.

— A comunidade tomou conta da praça — conta a administradora Fernanda Dias, 34 anos.

Os brinquedos estão pintados e, dentro do possível, bem conservados — e o grafite nos muros deixa o espaço mais alegre. Embora a estrutura da praça seja boa, frequentadores relatam que não raras vezes dividem o local com usuários de drogas. Eles contam ainda que o escorregador do playground, que foi retirado depois de ser danificado em um temporal, nunca foi reposto.

No bairro Independência, em um ponto de grande circulação em frente à Igreja de Nossa Senhora da Conceição, fica a Praça Dom Sebastião. Os brinquedos estão em boas condições e há, inclusive, um adaptado para cadeirantes.

De acordo com o relato dos frequentadores, a praça é muito utilizada por moradores de rua. A babá Maricleria dos Santos, 35 anos, queixa-se da sujeira e do cheiro de urina. Além disso, o calçamento apresenta irregularidades e buracos, e um chafariz desativado reúne sujeira. Segundo a Smam, a Divisão de Manutenção e Conservação realizou vistoria na praça em novembro e a previsão de conserto da calçada é para o mês de janeiro de 2017. O órgão ainda declara que está há um projeto sendo estudado para a recuperação do chafariz.

A limpeza não é o principal problema da Praça Joaquim Rache Vitello, na Rua Germano Petersen Júnior, no bairro Auxiliadora. O que chama a atenção ali é a grama alta — a praça foi visitada na terça-feira pela reportagem. 

Esse espaço tem uma particularidade: é cercada e costuma ser fechada à noite. De acordo com os moradores, porteiros do bairro ficam com a chave para fazer esse controle.

A encarregada pela conservação do mobiliário e das árvores é a Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Smam). O DMLU é responsável a limpeza e a capina das praças desde 24 de outubro, quando assumiu o serviço em mais de 500 praças da Capital. 


 
 
 
 
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