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Zero Hora confere situação de praças da zona norte de Porto Alegre indicadas por leitores

No segundo dia da série de reportagens, ZH Pelas Ruas passa pelos bairros Passo D'Areia, Boa Vista e Vila Ipiranga

Por: Jéssica Rebeca Weber e Bárbara Müller
21/12/2016 - 20h25min | Atualizada em 29/12/2016 - 13h40min
Zero Hora confere situação de praças da zona norte de Porto Alegre indicadas por leitores Jéssica Weber/Agência RBS
Foto: Jéssica Weber / Agência RBS  

A chegada do verão deve fazer com que o movimento nas praças de Porto Alegre aumente, já que os espaços são alternativas para entreter a gurizada ao ar livre. Por isso, o ZH Pelas Ruas está percorrendo os quatro cantos da cidade para conferir situação de algumas pracinhas sugeridas por leitores. Hoje, mostramos a situação de três locais da Zona Norte.

No cruzamento da Avenida Grécia com as ruas Jary e Bezerra de Menezes, no bairro Passo d'Areia, a Praça General Darcy Vignoli foi revitalizada em 2012 e é movimentada. Elaine Silva de Oliveira, 47 anos, costuma descansar à sombra de uma das árvores, ao lado de colegas, no intervalo do trabalho. Mas isso não significa que a praça é um exemplo. As lixeiras estão sempre cheias, conforme Elaine, e os brinquedos do playground apresentam problemas. Luisa Ahlert, 10 anos, aponta os defeitos: dois balanços já caíram ou foram retirados e, no brinquedo feito de madeira, há pedaços soltos ou faltando. 

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De acordo com a prefeitura, alguns moradores de rua removem parte dos brinquedos para usar como lenha em fogueiras. Também há um balanço feito com um pneu, o que não parece ser um bom negócio em tempos de dengue e zika, e existem evidências de vandalismo. Marcado de tinta, nem o busto do general Darcy Vignoli escapou.

O cartão de visita da Praça Professor Leonardo Macedônia, entre as avenidas Plínio Brasil Milano e Engenheiro Alfredo Correa Daudt, na Boa Vista, é a grama alta. ZH visitou o logradouro na última sexta, e fazia mais de cinco semanas que a prefeitura não realizava a roçada no local.

— Eu curto muito a praça, mas podia ser mais limpa, podiam cortar a grama — afirma a promotora de vendas Patrícia Vargas, 45 anos.

A praça ocupa uma grande área, tem quadras esportivas e dois playgrounds. Um deles, mais próximo à Plínio, guarda algumas armadilhas para as crianças: faltam pedaços de madeira, e essas partes foram improvisadas com arames e fios.

Moradora de Nova Hartz, Marta Nunes levou a filha Natália, seis anos, para fazer hora na Praça Fortunato Pimentel, entre as ruas Gaston Englert e Cipó, na Vila Ipiranga, enquanto aguardavam o transporte para voltar à cidade onde residem. Mas não deixou que ela brincasse no playground, tamanha a sujeira das instalações. Os brinquedos estavam minados de dejetos de passarinho e, num dos balanços, algum resíduo reunia moscas varejeiras. Em vários cantos da praça, há grande quantidade de lixo acumulada.

A praça também não é convidativa para adultos. É uma área grande, que dá a sensação de insegurança constante. Elci Fiurini, 58 anos, aposentada, atesta que ela é muito pouco utilizada:

— Eu não me animo a sentar ali.

A responsável pela conservação do mobiliário e das árvores é a Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Smam). O Departamento Municipal de Limpeza Urbana (DMLU) faz a limpeza e a capina das praças.


 
 
 
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