Abandono

Fechado e alvo de vandalismo, Café do Lago definha na Redenção

Último permissionário fechou estabelecimento em setembro de 2014. Prefeitura avaliará o que fazer com o local "nos próximos meses"

Por: Jéssica Rebeca Weber
08/02/2017 - 09h40min | Atualizada em 08/02/2017 - 15h15min

Com uma vista única da Redenção, o espaço que um dia abrigou o Café do Lago definha com o abandono. A pequena edificação, vazia há mais de dois anos, está pichada, já não tem mais janelas e teve pedaços da parede arrancados. Cabos pendem do teto e, em seu interior, há um forte cheiro de urina. No deque de madeira, há tábuas quebradas, o que pode representar perigo para quem se arrisca a ir até lá — o local não está mais isolado.

Fazia tempo que a dona de casa Luciana Duarte da Rosa, 32 anos, não ia ao local, e se decepcionou assim que viu:

— Eu cheguei e foi a primeira coisa que olhei: cadê o café? Levei um susto. Era tão bonito, a gente gostava de vir — conta.

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A professora Maria Alice Moura, 36 anos, que frequentou o local há mais de 15 anos, também ficou desapontada:

— Está tudo abandonado. A Redenção não tem mais aquele charme que tinha antigamente, e o café é um excelente exemplo disso.

— É menos um local na Redenção para frequentar com a família — queixa-se também o auxiliar de produção Cláudio Soares, 46 anos.

O último permissionário havia ocupado o espaço por menos de um ano, fechando o café em setembro de 2014. Na época, afirmou a ZH que o negócio não era viável economicamente. O termo de uso foi rescindido em outubro do ano passado, segundo a Procuradoria Geral do Município, e a nova administração ainda não decidiu que destino dará ao espaço. A Secretaria Municipal do Meio Ambiente e Sustentabilidade afirma que "reavaliará a situação nos próximos meses".

Construído em 1935 para a mostra que comemorou os cem anos da Revolução Farroupilha, a estrutura já serviu também para aluguel de bicicletas e ancoradouro de pedalinhos. O estudante Lucas Kurz, 22 anos, de Pelotas, que estava conhecendo o parque na tarde desta segunda, não fazia ideia da história por trás da estrutura abandonada, nem mesmo que já foi um charmoso café.

— Seria útil (reativá-la), principalmente para turistas. Certamente, eu usufruiria do espaço — relata. 

Foto: Camila Domingues / Especial

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