Educação

Mudanças no ensino

Governo federal confirma Ensino Médio com currículo flexível e maior carga horária

Objetivo é dar mais protagonismo aos jovens ao longo da formação. Estão previstos R$ 1,5 bilhão em investimentos até o final do governo Temer

Guilherme Justino e Guilherme Mazui

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O governo federal anunciou em cerimônia realizada na tarde desta quinta-feira em Brasília as mudanças no Ensino Médio brasileiro. As principais novidades são a carga horária maior, que será aplicada de maneira gradual, e o currículo flexível, em que os alunos poderão escolher áreas de ênfase no Ensino Médio. Também haverá foco na implementação de escolas em tempo integral.

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Definida por meio de medida provisória (MP), a reformulação será enviada ao Congresso Nacional, que ainda poderá alterar o texto. A reformulação por meio de MP se justificaria, segundo o ministro da Educação, Mendonça Filho, porque o Brasil acumula índices ruins na educação: o Ideb está estagnado desde 2011 e desempenho em português e matemática dos alunos é menor hoje do que em 1997.

– A pressa (se justifica porque) temos crianças e jovens relegados a uma educação pública de baixíssima qualidade, comprometendo seu futuro.

O ministro afirmou que cada Estado poderá decidir se implementa o novo Ensino Médio já no ano que vem ou se espera. A estimativa é que a primeira turma ingressando com novo modelo implementado 100% será em 2018. Conforme Mendonça Filho, nada vai mudar em relação ao Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2016.

A carga horária mínima de 800 horas anuais para a etapa deverá ser ampliada de maneira gradual até chegar ao mínimo de 1,4 mil horas anuais. O texto afirma que essa ampliação deve seguir as metas já dispostas no Plano Nacional de Educação (PNE), que prevê ter, até 2024, ao menos 25% dos alunos em tempo integral. O país registra hoje 6% das matrículas nessa modalidade no médio.

Com o anúncio, o governo também define um foco maior na implementação das escolas integrais em todo o território nacional. O ministro Mendonça Filho anunciou o investimento de R$ 1,5 bilhão no novo Ensino Médio ao longo de dois anos, até final do governo Temer.

A base do novo Ensino Médio estaria no protagonismo dos jovens, que poderão definir quais matérias estudar ao final de sua formação básica. Haverá possibilidade de cinco ênfases: linguagens, matemática, ciências da natureza, ciências humanas e formação técnica e profissional.

– Os jovens poderão escolher um currículo mais adaptado às suas vocações, aos seus planos – garantiu o presidente Michel Temer.

O objetivo é ter 500 mil jovens matriculados em escolas de tempo integral até 2018.

* Zero Hora

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