Fronteirinhas

Fronteiras Educação debate o tema tolerância com centenas de adolescentes de escolas públicas

Evento abordou formas de combater a intolerância cultural, econômica, religiosa, sexual e racial

Por: Jéssica Rebeca Weber
18/10/2016 - 14h13min | Atualizada em 18/10/2016 - 19h13min
Fronteiras Educação debate o tema tolerância com centenas de adolescentes de escolas públicas Fernando Gomes/Agencia RBS
Cerca de mil adolescentes prestigiaram evento no Salão de Atos da UFRGS Foto: Fernando Gomes / Agencia RBS

Em meio aos cerca de mil adolescentes que quase encheram o Salão de Atos da UFRGS na manhã desta terça-feira, o escritor Fabricio Carpinejar abriu com um chavão o Fronteiras Educação — Diálogos com a Geração Z, módulo educacional do Fronteiras do Pensamento.

— Quem aqui é colorado? E quem gremista?

Depois do esperado alvoroço do público, emendou:

— E quem aqui odeia colorado? Quem odeia gremista?

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O questionamento introduziu o debate sobre tolerância, liberdade e convivência, temática que guiou o evento focado em alunos do 6º ao 9º ano de escolas públicas de Porto Alegre. De um jeito descontraído, Carpinejar, a professora da UFRGS Joana Bosak e o jornalista do Grupo RBS Rodrigo Lopes, convidado desta edição, propuseram reflexões sobre o combate à intolerância, mal que acomete radicalismos ao redor do mundo, mas que pode também ser percebido bem perto da gente, como nos jogos da dupla Gre-Nal ou dentro da escola.

— Tem muita falta de respeito com os professores e entre os alunos — concordou a estudante Nathália dos Santos, 14 anos.

Na ocasião, Joana falou sobre compaixão e a necessidade de uma pessoa se colocar no lugar da outra, mesmo com diferenças culturais, econômicas, religiosas, sexuais ou raciais. Abordando tolerância em um ambiente de guerra, o editor de Zero Hora e repórter internacional Rodrigo Lopes contou sobre a reportagem que fez neste ano em Bagdá, capital do Iraque e considerada a metrópole mais perigosa do mundo.

— O principal problema da humanidade é a falta de tolerância, e por isso é importante desenvolver essa consciência desde pequeno — opinou o jornalista.

— Os adultos não estão se entendendo, então a gente tem que tratar esse assunto com a gurizada — corroborou Joana.

Os jovens também assistiram a vídeos com falas de Edgar Morin e Mário Vargas Llosa sobre esse mesmo assunto no Fronteiras do Pensamento. Eles aplaudiram com animação o depoimento em que Llosa defendeu que a melhor forma de combater a intolerância é com tolerância, virtude que tem como essência o exercício de admitir a possibilidade de estar equivocado. Os jovens também receberam fascículos didáticos com as ideias de pensadores como Zygmunt Bauman, Richard Sennett e Mary Robinson.

O Fronteiras Educação — Diálogos com a Geração Z já foi prestigiado por 30 mil pessoas desde a primeira edição, em 2010. A próxima edição será no dia 18 de novembro, com o tema "o futuro do planeta".

A ação educacional tem o patrocínio da Braskem e a parceria institucional da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e da Secretaria Municipal de Educação de Porto Alegre. 

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