Em crescimento

Novas profissões em tecnologia devem movimentar o mercado

Técnico em manutenção de drones, desenvolvedor de robôs, youtuber e especialista em internet das coisas estão entre as novas tendências

13/02/2017 - 09h00min | Atualizada em 17/02/2017 - 10h13min
Novas profissões em tecnologia devem movimentar o mercado Reprodução/Reprodução
Mercado da youtuber Kéfera exige esforço, dedicação e conhecimentos em ferramentas  Foto: Reprodução / Reprodução  

Claudia Chiquitelli
Especial

Profissões até recentemente desconhecidas são a nova tendência no mercado de trabalho, como técnico em manutenção em drones e celulares, desenvolvedor de aplicativos, de robôs e de dispositivos vestíveis, youtuber e especialista em internet das coisas. De acordo com especialistas do setor, são carreiras com grandes perspectivas de crescimento nos próximos anos em função da evolução da tecnologia.

A rede de escolas de informática Microcamp, com base em São Paulo, incluiu em seu cronograma de cursos para 2017 módulos que prepararam os jovens para as carreiras em alta. São profissões novas que surgem no meio da maior crise econômica no Brasil — principalmente para os jovens entre 14 e 24 anos, que representam 27,7% de um total 12,3 milhões de desempregados, segundo dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) — e acabam sendo uma luz no fim do túnel. Confira algumas destas novas áreas com perspectivas de trabalho:

Desenvolvedor de aplicativos

É um dos mercados mais atraentes para empreendedores iniciantes, pois oferece oportunidades interessantes em várias frentes. É possível criar aplicativos para celulares da Apple e sistema Android seja para consumidores, para empresas e para o poder público. É, segundo o coordenador da Microcamp, Helder Hidalgo, um curso onde o aluno entra sem saber nada de informática e sai criando aplicativos e só recebem o certificado de conclusão após entregarem o aplicativo na Apple Store ou Google Play.

Youtuber

Até há alguns anos, fazer um vídeo e compartilhá-lo na internet era um hobby, mas de um tempo para cá virou um negócio rentável e a profissão dos sonhos de muitos jovens. Christian Figueiredo, Kéfera, Rezende Evil, entre outros, são youtubers que começaram gravando e compartilhando vídeos e hoje fazem sucesso no Youtube mais do que muita celebridade de televisão. Mas é um mercado que exige esforço, dedicação e conhecimentos em ferramentas, principalmente audiovisuais. 

— Nosso objetivo é preparar jovens para a carreira de youtuber, para protagonizarem filmes em seu próprio canal da rede social. Para isso vão aprender desde postura correta, definição de roteiros e scripts, até a edição dos vídeos — revela Hidalgo.

Especialista em internet das coisas

Trata-se de um conceito mundial que conecta qualquer objeto utilizado no dia a dia à internet, como eletrodomésticos, meios de transportes, roupas, tênis. O termo, embora pouco conhecido para quem não é da área tecnológica, com certeza fará parte do cotidiano das pessoas, pois de acordo com a ABI Reserch, até 2020, cerca de 30 bilhões de dispositivos estarão conectados à Internet das Coisas (IoT, sigla em inglês de Internet of Things).

Com o propósito de automatizar processos e antecipar trabalhos, a internet das coisas precisará de pessoas qualificadas para programá-la, principalmente dentro das pequenas e médias empresas, que buscam reduzir os seus custos tendo a tecnologia como principal aliada.

Técnico em manutenção em drones

O mercado de drones crescerá 32% por ano em média, durante a próxima década e atingirá 30 bilhões de dólares, segundo projeções da ABI Research, empresa especializada em tecnologia e inovação. Só para 2017, a estimativa é um faturamento de cerca de R$ 200 milhões, incluindo vendas de equipamentos, treinamentos de pilotos e prestação de serviços.

Discutido anualmente no maior evento de drones do país, o DroneShow — este ano acontece de 9 a 11 de março, em São Paulo —, o setor tem percebido que além da falta de união entre as empresas dessa área, para realizarem ações conjuntas, também existe a ausência de qualificação dos profissionais envolvidos. Com base nesta perspectiva e falta de qualificação profissional, a Microcamp acredita que o segmento de drones demandará de especialistas para atender o público em potencial.

  — O mercado está em ebulição e agora é o momento para se preparar para atender quem usa drones não apenas como hobby, mas profissão — explica Hidalgo.

Relógios inteligentes têm impulsionado segmento de tecnologia vestível Foto: Peeble / Divulgação

Desenvolvedor de dispositivos vestíveis

Os gadgets — dispositivos tecnológicos — permitem uma maior interação do usuário com seu smartphone, para coleta de dados ou simulação de uma outra realidade, por exemplo. Dentro da categoria de tecnologia vestível estão os óculos de realidade virtual, os smartwatches — ou relógios inteligentes — e as pulseiras inteligentes.

De acordo com a americana International Data Corporation (IDC), direcionada à tecnologia de informação, o setor teve um crescimento de 171,6% somente em 2015 e tem se ampliado bastante por conta dos relógios inteligentes. Estima-se que mais de 80 milhões de dispositivos vestíveis tenham sido vendidos até hoje em todo o mundo e que até 2020, este número chegue a 213,6 milhões.

Jibo, robô em produção pelo MIT, é projetado para fazer vídeos e fotos, ler e-mails e pedir comida etc Foto: JIBO Inc / Divulgação

Desenvolvedor de robô social

Robôs sociais e caseiros são máquinas criadas especialmente para fazer companhia para as pessoas, interagir com elas e realizar pequenas tarefas domésticas. Exemplos: robôs que jogam futebol, que dançam, que tocam instrumentos, que conversam falando frases, que tentam imitar bebês, animais de estimação e desta forma interagem com o ser humano.

Jibo, um robô em fase de produção desenvolvido pela cientista Cynthia Breazeal, do Instituto de Tecnologia de Masschusetts (MIT), é um exemplo. Ele foi projetado para fazer vídeos e fotos, ler e-mails, pedir comida, atender e fazer ligações entre outras tarefas. É um mercado em franca expansão, pois os robôs sociais começaram a ganhar popularidade e estima-se que num futuro próximo, cada casa poderá ter um robô familiar.

—Nosso objetivo é a criação de robôs com a utilização do arduino, que é uma placa que torna mais fácil e econômica a criação de dispositivos inteligentes capazes de interagir com o ambiente. Ou seja, com essa placa é possível desenvolver robôs de uma forma mais rápida e barata — conclui Hidalgo.

 






 
 
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