
Localizada pertinho de Fortaleza, no município de Caucaia _ a apenas 35 quilômetros do centro da capital _, a Praia do Cumbuco materializa a ideia que se tem sobre o paraíso. Dunas branquinhas, mar de coloração azul-turquesa, lagoas limpas, água quente o ano inteiro, céu sem nenhuma nuvem durante o dia e estrelado à noite, coqueirais imponentes, muito calor e um vento constante para amenizar.
Tudo isso acompanhado de uma paz e uma tranquilidade que só os vilarejos guardam. E, além de surpreender com a paisagem, a praia oferece várias opções de lazer, como os passeios de jangada, jegue e buggy. Mas o que embeleza ainda mais o lugar e atrai grande parte dos turistas são os esportes radicais.
O kitesurfe está por todos os cantos. Basta olhar para o céu e ver que o azul ganha um colorido especial com as incontáveis pipas multicores. O vento sopra de modo forte e constante por aquelas bandas, proporcionando as condições ideais para os desportistas abusarem das manobras radicais.
Palco de competições brasileiras e internacionais, Cumbuco é apontado por especialistas e amantes do kitesurfe como o lugar perfeito para a prática da modalidade. Na opinião do paulistano Guilherme Brandão, 29 anos, pentacampeão brasileiro e bicampeão mundial, nenhum lugar no Brasil se compara à região:
- Em Cumbuco, o vento não para nem um dia sequer. Quando eu embarco para lá, vou com a certeza de que vou velejar bastante.
Segundo Guilly, como é mais conhecido, o kitesurfe tomou conta de Cumbuco há pouco mais de quatro anos. Antes disso, o local era bastante deserto e carecia de infraestrutura.
- O kite trouxe uma vida especial ao lugar. Cumbuco virou um centro internacional. Nos últimos quatro anos, passei pelo menos três meses a cada ano treinando lá, e muitos gringos fazem o mesmo. As praias e as lagoas ficam lotadas de ingleses, franceses e alemães - diz Guilly.
Samuel Martins, instrutor de kitesurfe em Cumbuco há três anos, concorda:
- O kitesurfe começou em Cumbuco com os estrangeiros, por volta de 2003. Há cerca de quatro anos, explodiu entre os brasileiros. Os nativos nunca tinham prestado atenção no quanto a região poderia crescer com os esportes radicais. Antes, o sonho de todo cumbuqueiro era ser bugueiro. Agora é ser atleta de kite, porque veem no esporte uma perspectiva de vida.