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Caribe

A República Dominicana não é só praias

A encantadora Santo Domingo, a capital do país, é a cidade mais antiga do Novo Mundo

04/05/2012 | 19h01
A República Dominicana não é só praias República Dominicana/Divulgação
Foto: República Dominicana / Divulgação

A República Dominicana não se destaca apenas pelas belíssimas praias. A capital, Santo Domingo, é considerada a cidade mais antiga do Novo Mundo e a primeira fundada pelos espanhóis. Combina aspectos de metrópole do mundo moderno a vestígios culturais e históricos, o que faz da cidade um lugar encantador, com intensa vida noturna, centros comerciais, cassinos, museus e monumentos seculares que seguem preservados.

Em um passeio pela zona colonial, pode- se conferir os mais de 300 monumentos históricos do século 16. Restaurada recentemente, a Catedral de Santa Maria de la Encarnación, construída entre 1514 e 1520, é um dos símbolos históricos de Santo Domingo.

Mais adiante, na Rua El Conde, está o centro comercial da parte antiga, uma via de paralelepípedos, a única na cidade para pedestres, que vai desde a Praça Colón até a Praça da Independência. Lá, podem ser observados os restos da muralha que defendia a cidade colonial dos inimigos.

Outro ponto interessante é a Calle de Las Damas, a primeira rua de pedras das Américas. Levou esse nome porque Dona Maria de Toledo, nora de Cristóvão Colombo, passeava com as damas da corte nos finais de tarde. Há lendas que também permeiam a cultura popular de Santo Domingo.

Ao conversar com os dominicanos que habitam o local, ouve- se variadas histórias, desde o lendário Zorro, que eles afirmam ter morado ali mesmo na cidade colonial, até relatos de vultos sem cabeça que rondam pelas ruas, nas proximidades da Praça Duarte, onde há séculos foram decapitados inimigos políticos.

Os restos de Colombo

Há uma grande contradição envolvendo os restos mortais de Cristóvão Colombo. O navegador morreu em 1506, na Espanha, e seu corpo foi levado por sua nora para Santo Domingo, onde foi sepultado na catedral da cidade. Quando, em 1586, Santo Domingo foi saqueada, o bispo da época ordenou apagar as inscrições das lápides que identificavam as tumbas, para evitar profanações.

Anos depois, uma comissão espanhola foi à República Dominicana para retirar o corpo do navegador e levá- lo para Sevilha, por considerar que ele deveria permanecer em território espanhol. Porém, ao restaurar os danos sofridos na catedral em Santo Domingo, encontrou- se uma urna em chumbo com a inscrição:" Ilustre Varón Don Cristóbal Colón".

Conclui-se, então, que no traslado feito às pressas foram levados os restos do filho, Dom Diego, e não do pai, enterrado mais ao fundo. Dessa forma, os restos mortais de Cristóvão Colombo receberam dois mausoléus e uma história incerta.

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