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Turismo e música

Conservatória, a terra dos seresteiros

O distrito de Conservatória, no Rio de Janeiro, tem roteiro musical e de saraus literários

02/05/2012 | 20h03
Conservatória, a terra dos seresteiros prefeitura de Valença/Divulgação
Conservatória também está no mapa dos ufólogos por causa de supostas "aparições" de Óvnis Foto: prefeitura de Valença / Divulgação

Conservatória, distrito de Valença (RJ), é considerada a terra da seresta ou, como dizem seus habitantes, "capital mundial" dessa vertente musical. O lugar se entope de gente nos fins de semana, em qualquer época do ano.

E olha que esse povaréu não é apenas das redondezas: basta olhar as placas dos ônibus de excursões, que transportam adeptos do Paraná a Mato Grosso, de Minas a Goiás.

Musicalidade, cultura e sentimento são sinônimos de Conservatória. Basta dizer que a pista que conduz ao distrito, a RJ-137, é apelidada de "rodovia do amor". A seresta é uma de suas tradições centenárias e ganhou impulso nos últ imos 60 anos.

Todas as noites de sexta-feira e sábado, a partir das 23h, quem canta, toca ou acompanha a cantoria se aglomera na Rua do Lazer para integrar uma alegre e nostálgica turba.

Ao som de cavaquinhos e violões, as músicas são levemente modificadas em seu ritmo, para que, como dizem, "passem a ser canções com jeito de luar".

Conservatória vai além dos acordes. O lugar também está no mapa dos ufólogos por causa de supostas "aparições" de Óvnis na Serra da Beleza. No entorno do lugar, está o túnel ferroviário do Capoeirão, desativado há quase 50 anos, mas que segue fascinando os visitantes com suas histórias de fantasmas.

O distrito abriga ainda a construção que é réplica do lendário Cine Metro Tijuca, desaparecido do cenário carioca na década de 1970. Serestas e cantos impulsionaram também a criação da livraria Casa do Poeta, que realiza saraus literários, e de vários museus, como o em homenagem ao cantor Vicente Celestino, o da Seresta e o da Discoteca.

O museu de Celestino era um sonho de Wolney Porto e foi inaugurado em 1999. Há de tudo: roupas, quadros, discos, retratos, gravações, móveis e muitos documentos, guardados como relíquias. O espaço homenageia também outros artistas, como Gilda de Abreu (mulher do compositor de O Ébrio), e Elizete Cardoso, entre outros.

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