Versão mobile

Argentina

Sem as cinzas do vulcão, Bariloche lança alta temporada

Depois das cinzas vulcânicas que esvaziaram a cidade no ano passado, e apesar de cancelamentos de voos a partir de Porto Alegre, a cidade argentina recupera o status de um dos principais destinos do inverno

27/06/2012 | 08h06
Sem as cinzas do vulcão, Bariloche lança alta temporada Secretaria de Turismo da Argentina/Divulgação
Esquiar é uma das principais atividades em Bariloche Foto: Secretaria de Turismo da Argentina / Divulgação

Um ano depois de as cinzas do vulcão chileno Puyehue cobrirem a Patagônia, a cidade argentina de Bariloche abre a temporada de inverno com o aeroporto reformado e uma série de investimentos. A expectativa é de que 30 mil turistas brasileiros cruzem a fronteira na estação à espera da neve, que chegou pela primeira vez em grande intensidade na última semana.

Em 2011, a poeira expelida do vulcão chileno sujou e assombrou o paraíso dos Andes por meses. Mutirões foram realizados com a colaboração de milhares de moradores até a cidade ficar completamente limpa. A baixa visibilidade causada pela pluma impossibilitou a aterrissagem de aeronaves, o que derrubou o número de visitantes argentinos e estrangeiros.

Bariloche viveu dias de cidade-fantasma, com hotéis, lojas e restaurantes vazios. Tanto que as autoridades decidiram decretar "situação de desastre econômico e social".

Com 180 voos semanais, o Aeroporto Internacional Teniente Luis Candelaria reabriu apenas este ano, após investimento de US$ 20 milhões em modernização _ das pistas de pouso à estrutura de serviços. A mais importante novidade no terminal é um aparelho, adquirido pelo governo, capaz de detectar aglomerações de partículas de fumaça após erupções. Assim, é possível alterar a rota dos aviões sem cancelar os voos.

A aposentada Salete Bombassaro, 56 anos, está entre os gaúchos que tiveram a viagem a Bariloche cancelada no ano passado – no seu caso, duas semanas antes da partida de Porto Alegre, em julho. Mas ela não desistiu de visitar novamente, depois de 10 anos, a cidade que classificou como "charmosa". No mês que vem, irá com o marido e o sobrinho de 12 anos em uma excursão.

– O meu sobrinho ficou triste com o cancelamento porque estava animado com a possibilidade de brincar na neve. Já eu fiquei mais tranquila quando suspenderam a viagem porque não queria ver a neve suja pelas cinzas – relata Salete, cuja atração preferida em Bariloche é o passeio de esqui em Piedras Blancas.

Dispostos a recuperar os turistas que deixaram de visitar a região, os empresários apostaram em promoções na rede hoteleira e em um calendário intenso de programações especiais na estação da neve.

Até o início de agosto, porém, os pacotes para viajar para a região estão quase esgotados, segundo a diretora de uma operadora de turismo da Capital, Jussara Leite. Os que restam estão custando cerca de US$ 1,8 mil. Ela destaca que o fator que mais encarece as viagens de última hora é o bilhete aéreo, que está quase esgotado _ opções de acomodações são mais fáceis de serem encontradas.

Depois das férias escolares de julho, o combo de dois dias em Buenos Aires e quatro dias em Bariloche, com passagem aérea, hotel e transfer, pode ser adquirido por US$ 1 mil.

Notícias Relacionadas

Argentina  hmin |

Como o gaúcho pode ir a Bariloche

Depois do cancelamento dos voos da TAM de Porto Alegre a Buenos Aires, os gaúchos têm menos opções

Argentina  hmin |

Confira algumas das principais atrações de Bariloche

A neve, claro, é a protagonista da cidade, destino muito procurado pelos gaúchos

 
Zero Hora No jornal Zero Hora você encontra as últimas notícias sobre esportes, economia, política, moda, cultura, colunistas e mais.