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Bruxelas casual

Servidora pública conta da sua estadia na capital da União Europeia

Cidade da cerveja e do chocolate revela seus outros encantos

01/08/2012 | 16h17
Servidora pública conta da sua estadia na capital da União Europeia Arquivo Pessoal/Arquivo Pessoal
Camila em frente ao Arco do Triunfo de Bruxelas, no parque Cinquentenário Foto: Arquivo Pessoal / Arquivo Pessoal

CAMILA CENTENARO LEVANDOWSKI*

Resolvemos conhecer Bruxelas porque temos uma amiga que mora lá há anos e sempre nos convidava para visitá-la. Como estávamos em Amsterdã, demos uma paradinha de três dias na cidade, para seguirmos rumo a Paris. A cidade é muito bonita. As línguas oficiais são o francês e o neerlandês. Como não falamos nenhuma das duas, nada como uma pessoa nativa para nos apresentar a cidade.

A melhor parte de fazer uma visita é ser recepcionada na estação e não precisar descobrir qual linha de trem pegar. Logo na chegada, fomos até a sede da Comissão Europeia, em uma zona cheia de policiais e com grandes prédios modernos. Claro, havia uma manifestação em frente, contra alguma medida econômica adotada.

Pegamos o metrô e fomos para a parte mais turística da cidade, o centro. Paramos na Place du Grand Sablon, um lugar com várias lojas de suvenires, de chocolates, e com vários pequenos bares, onde fica realmente o movimento da cidade. Nessa praça, está a igreja de Notre Dame, linda, muito alva e muito bem cuidada, que contrastava com o nublado do dia. É um prédio muito imponente. Continuando o passeio pelo centro, fomos até o monumento do Manneken Pis, uma estátua de um menino que urina em uma bacia, como uma fonte. O menino pode aparecer com vestes típicas, como Papai Noel no Natal.

Como a capital da Bélgica é conhecidíssima por suas cervejas artesanais, fomos experimentá-las, finalmente, no bar Poechenellekelder. Lá, o cardápio mostra mais de 50 tipos de cervejas, todas no tamanho de long neck e com até 12% de teor alcoólico. Cada uma tem um tipo de copo diferente e é servida de uma certa maneira pelos garçons. Nesse bar, encontramos um súper amigo: um cachorro labrador de algum cliente que resolveu ficar na nossa mesa. Depois, ainda fomos a um bar espanhol, na cidade baixa, para podermos conhecer um pouco mais do centro e arredores.

Para continuarmos o passeio, subimos da cidade baixa para a cidade alta por um elevador panorâmico estilo o "Elevador Lacerda" de Salvador, que permite uma vista muito bonita do centro. Aproveitamos o fim de tarde para conhecer o Grand Palace e a praça que fica a sua frente.

No outro dia, fomos até o Parque do Cinquentenário, onde fica o Arco do Triunfo de Bruxelas, um portão muito parecido com o de Brandenburgo, de Berlim. Ali, também ficam dois museus muito famosos, o Museu Real da Armada e o Museu da História Militar. Fomos até o principal monumento da cidade, o Atomium, construído para a Expo'58 —um prédio extremamente moderno para a época em que foi construído. Vale muito a pena entrar na "escultura", que conta com exposições de temas científicos e uma vista belíssima da cidade, podendo-se enxergar, em um dia claro, até a Antuérpia. O lugar é muito bonito, com jardins cobertos de flores bem cuidadas, ótimo para tirar fotos maravilhosas.

Para jantar, fomos em um restaurante italiano, nada turístico, com uma comida excelente, um local bem nativo. Para encerrar nossa estada, no domingo fomos visitar um "mercado de pulgas", uma feira livre que vende de tudo, desde especiarias até roupas usadas, passando por comidas de todos os lugares do mundo. Nada como experimentar um lanche húngaro, ao som de um cantor de rua e apreciando, mais uma vez, a cerveja belga.

*Camila Centenaro Levandowski, 32 anos, é servidora pública federal e mora em Porto Alegre

Lugares que conhece: Florianópolis, São Paulo, Rio de Janeiro, João Pessoa, Maceió, Natal, Fortaleza, Belo Horizonte, Buenos Aires, Montevidéu, Cancún, Disney, Espanha, Inglaterra, França, Itália, Alemanha, Bélgica, Holanda, República Tcheca, Suíça

Lugares que pretende conhecer: Portugal, Áustria, Dinamarca, Grã-Bretanha, Chile

 
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