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Por uma boa causa

A história por trás do aplicativo que permite usuário recriar o letreiro de Hollywood

Ferramenta foi criada durante campanha para impedir que um dos símbolos americanos mais marcantes fosse derrubado

27/02/2014 | 13h31
A história por trás do aplicativo que permite usuário recriar o letreiro de Hollywood Reprodução/Reprodução
Foto: Reprodução / Reprodução

Em 2010, o célebre letreiro de Hollywood, na Califórnia, esteve ameaçado de sumir. Motivo: o Cahuenga Peak, onde fica a estrutura, estava prestes a ser vendido. A possibilidade levou um grupo da comunidade lançar a campanha "Save Cahuenga Peak" (Salve o Monte Cahuenga, em português).

Uma das ações para divulgar a iniciativa foi um aplicativo que recria o letreiro com qualquer palavra (ou palavras) que o usuário desejar — e que, nesta semana, quatro anos depois, começou a ser compartilhado por muitos brasileiros nas redes sociais (faça a sua versão aqui).


Na campanha, o símbolo foi coberto com os dizeres "Salve o pico"
Foto: Rich Reid, The Trust for Public Land, divulgação


O terreno onde o símbolo está instalado há mais de 90 anos pertencia a investidores de Chicago, que adquiriram os direitos para construir um complexo de quatro mansões ao longo da colina. Eles pretendiam vender a área para uma imobiliária por US$ 22 milhões, mas, diante da mobilização de líderes comunitários, resolveram baixar o preço para US$ 12,5 milhões e vendê-lo à instituição sem fins lucrativos Trust for Public Land.

O problema é que o grupo ainda não tinha o suficiente para cobrir o valor — por isso, passou a arrecadar dinheiro. Do total arrecadado, US$ 4 milhões vieram de fundos públicos e US$ 5,5 milhões de doações privadas, incluindo a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, que concede o Oscar, e ídolos como o cineasta Steven Spielberg e o ator Tom Hanks. A contribuição que, finalmente, resolveu a questão foi feita pelo criador da Playboy, Hugh Hefner, que desembolsou US$ 900 mil.


Hoje em dia, o local pertence ao Griffith Park (doado pelo grupo) e é aberto ao público.
Foto: Robyn Beck, AFP

 
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