Turistando no Harmonia

Caminhada guiada gratuita é opção para visitantes do Acampamento Farroupilha

Passeio conduz visitantes por piquetes, ensina sobre símbolos da cultura do Rio Grande do Sul e relata peculiaridades do evento

Por: Jéssica Rebeca Weber
14/09/2016 - 04h03min | Atualizada em 15/09/2016 - 00h25min

Ir ao Parque da Harmonia pode ser uma boa oportunidade para colocar um calçado confortável, separar a máquina fotográfica e fazer turismo pelo Acampamento Farroupilha — seja você do Rio Grande do Sul ou de fora do Estado.

Até o final do evento, no dia 20 de setembro, estão programadas mais quatro edições abertas ao público da Caminhada Guiada do projeto Turismo de Galpão. Por cerca de uma hora, é possível visitar alguns piquetes e aprender sobre símbolos da cultura do Estado e peculiaridades do evento.

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— A gente quer incluir o turista e também o próprio porto-alegrense, que muitas vezes acaba se desvinculando de suas raízes, para fazer esse resgate da tradição — explica o guia Roque Lemanski.

Na manhã dessa terça-feira, um grupo de aproximadamente 25 estudantes do Instituto Federal do Rio Grande do Sul (IFRS) não se importou em sujar os pés de lama — que por si só já é tradicional no Acampamento — para participar da atividade.

— A iniciativa é muito interessante, porque as pessoas que visitam sozinhas ficam com vergonha de entrar nos piquetes, de perguntar, acham que estão incomodando — opina a promotora de eventos Adriana Morales, 42 anos, aluna do curso de Gestão Desportiva.

Pilchado, o professor Orlando Lemos, 74 anos, viu o grupo andando entre os piquetes e resolveu acompanhá-lo em parte do percurso.

— Eu vi um homem dando explicação e pensei: vou entrar no grupo. A história do RS é muito rica. Tem gente que sabe alguma coisa e acha que sabe tudo, mas tem muita coisa a aprender ainda — diz o gaúcho de Cachoeira do Sul, que visitava o evento pela quarta vez na vida (todas elas, com chuva).

Do primeiro CTG até a Fazendinha

Os passeios partem do Espaço de Hospitalidade, e a primeira parada é junto à Chama Crioula, que o guia Roque Lemanski destaca como o coração do Acampamento Farroupilha. Logo ao lado, ele aponta para o primeiro Centro de Tradições Gaúchas "do Planeta": o 35 CTG, fundado em 24 de abril de 1948 por Paixão Côrtes.

Se a Chama Crioula é o ponto mais importante, o grupo não tarda a chegar ao segundo ponto essencial, de acordo com Lemanski: o açougue.

— Mais de 50 toneladas de carne são consumidas aqui ao longo do evento — informa o guia.

A visita ainda inclui a passagem no piquete Laços de Sangue, feito de pau a pique, com teto de capim Santa Fé, reproduzindo um galpão de família mais humilde, e a Fazendinha, o espaço preferido entre as crianças, pela interação com animais. A vista da Supercuia, monumento em fibra de vidro de Saint Clair Cemin, na Avenida Edvaldo Pereira Paiva, e a estátua do pajador Jayme Caetano Braun também não passam batidas. 

A atividade integra o projeto Turismo de Galpão, iniciativa da Secretaria Municipal de Turismo, com apoio do Movimento Tradicionalista Gaúcho, da Primeira Região Tradicionalista e da Secretaria Municipal de Cultura.


 






 
 
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